Especial: Os melhores álbuns de 2016

 

Eu não ia fazer uma lista com os melhores discos de 2016 porque 2016 foi um ano tão filho da puta que nem os álbuns mais foda de todos os tempos seriam capazes de torná-lo um ano realmente bom.

Nem falo sobre as muitas mortes do meio artístico (e olha que começou com a última viagem do maior dos meus ídolos), mas por terem sido 365 dias pesados, sombrios, violentos, que começaram tristes pra caralho e terminaram como uma tempestade devastadora, pondo tudo abaixo.

Mas em meio a esse caos a música foi, como sempre, uma grande companheira, e é em sua homenagem e aos movidos por ela que aparecem por aqui os 13 álbuns preferidos pelo editor do blogue no ano que se foi. Diferente das últimas listas do tipo, esta não apresenta separação entre discos gringos e nacionais: são as 13 bolachas que mais rodaram por aqui em 2016, ponto.

Que 2017 seja mais leve pra todos nós!

PS: A lista não está em formato de ranking.

 

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David Bowie – ★

“…ninguém contava que seríamos surpreendidos pela saída de cena inesperada de Mr. Jones. Tal qual David Bowie decidira matar Ziggy Stardust na frente do público e do mundo no alto do palco do Hammersmith Odeon em 3 de Julho de 1973, David Robert Jones morreu em 10 de janeiro de 2016 em New York City e matou a sua melhor personagem: David Bowie, que, tal qual sua criação mais célebre, passa a habitar o recôndito mais valioso de nossas memórias afetivas, no lado esquerdo de nossos peitos.” (Leia mais/Ouça o disco)

 

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Rakta – III

“…suas cinco faixas são como um ritual pagão; a cozinha dita o ritmo tribal enquanto vocais cheios de eco e efeitos desorientam os sentidos. Escuto “Raiz forte” e “Filhas do fogo/Conjuração do espelho” e penso fogueiras ancestrais na era pré-cristã, no poder do feminino, enfim…” (Leia mais/Ouça o disco)

 

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Death Grips – Bottomless Pit

“…Pegue o rap hardcore dos anos 90 e os crossovers na linha da trilha sonora do filme Judgement Night e eleve a agressividade ao quadrado, ou pense num Atari teenage Riot do hip hop. O que se ouve em Bottomless pit é mais ou menos por aí.” (Leia mais/Ouça o disco)

 

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Thee Oh Sees – A Weird Exits

“…o novo álbum do Oh Sees PEDE que todo tipo de obscenidade seja dita a seu respeito, afinal são 39 minutos de uma viagem por lugares onde palavras (e pessoas) limpas e estéreis não circulam, são mal vistas e rejeitadas.” (Leia mais/Ouça o disco)

 

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Massive Attack – Ritual Spirit EP

“…Ritual spirit marca a volta dos pioneiros do trip hop após um hiato de seis anos, e mantém o clima denso e sombrio que é marca d’água nas produções do Massive Attack, que não se rendeu a modismos e volta à ativa em grande forma.” (Leia mais/Ouça o disco)

 

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Nick Cave & The Bad Seeds – Skeleton Tree

“…Levei meses para conseguir ouvir Skeleton tree sem me deixar levar por sua angústia, e ainda hoje não tem sido fácil encará-lo da forma que faço agora. Como dito no primeiro parágrafo deste pequeno texto, alguns poucos artistas conseguem transmitir em suas obras tanto de sua dor que se torna impossível não senti-la como se fosse sua…” (Leia mais/Ouça o disco)

 

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Giallos – Amor Só De Mãe

“…diferente da grande massa de roqueiros acéfalos ou engraçadinhos que vivem num mundo de pessoas-pato onde unicórnios são vistos sem precisar de alucinógenos, Lazzarin, Galvão e Cox chegam pra somar, meter o dedo e assumir uma posição combativa, anárquica, decisiva em dias sombrios.” (Leia mais/Ouça o disco)

 

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Teto Preto – Gasolina EP

“…com apenas duas faixas já se percebe a pegada do quarteto (que em suas apresentações ao vivo recebe uma porção de convidados): a confluência entre música brasileira e dance music para a criação de algo novo, efervescente, explosivo.” (Leia mais/Ouça o disco)

 

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Hierofante Púrpura – Disco Demência

“…a cada trabalho dos malucos de Mogi eles ficam ainda mais malucos, mergulham mais fundo nas experiências psicodélicas que os fazem preferidos da casa desde que a a casa abriu as portas (ouvidos) para eles, brisando forte entre uma crise de creize, um transe só…” (Leia mais/Ouça o disco)

 

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Savages – Adore Life

“… talvez o disco seja um tom menos sombrio que seu antecessor, mas é igualmente denso, dramático, visceral e por vezes ainda mais violento. Me soa como se a banda tivesse adquirido uma precisão cirúrgica em seus ataques, a capacidade de explorar ao máximo sua potência.” (Leia mais/Ouça o disco)

 

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Preoccupations – Preoccupations

“…Essa falta de padrões ou a desconstrução dos mesmos segue como ponto-chave na sonoridade do Preoccupations e os deixa, como dito, muito além do comum.” (Leia mais/Ouça o disco)

 

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Warpaint – Heads Up

“…Na fórmula atual do Warpaint há trip-hop, dream pop e uma sensualidade natural que brota diretamente da música, distante anos-luz do que se costuma ouvir associado à palavra ‘sensual’. A impressão que tenho é que elas se sentem simplesmente livres.” (Leia mais/Ouça o disco)

 

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Ty Segall – Emotional Mugger

“…pense num cara que canta à Marc Bolan (ele lançou um tributo ao T.Rex no ano passado), que gosta de música abrasiva, sem frescuras, selvagem e urgente, de guitarras altas e sem enfeites desnecessários. É por aí.” (Leia mais/Ouça o disco)

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