Rakta – III (2016)

Segundo disco cheio e terceiro trabalho do Rakta, III foi lançado em julho último enquanto Carla Boregas, Paula Rebellato e Nathalia Viccari faziam uma turnê fora do Brasil. O álbum saiu ao mesmo tempo por 4 selos diferentes: Iron Lung Records (EUA), Dê o Fora (Espanha) e os brasileiros Nada Nada Discos e Dama Da Noite Discos; e é o primeiro registro das gurias como um trio.

Isso é um resumo de tudo que você precisa saber sobre ele. Agora faça um favor a si e ouça-o imediatamente.

 

 

Sem enrolar muito para que você não perca tempo enquanto ouve III e chega às próprias conclusões, adianto que suas cinco faixas são como um ritual pagão; a cozinha dita o ritmo tribal enquanto vocais cheios de eco e efeitos desorientam os sentidos. Escuto “Raiz forte” e “Filhas do fogo/Conjuração do espelho” e penso fogueiras ancestrais na era pré-cristã, no poder do feminino, enfim…

No aspecto meramente ‘musical’, o álbum é das melhores coisas pós-punk que ouvi nos últimos sei lá quantos anos, extremamente sombrio e denso. Por vezes me lembra Xmal Deutschland (bem como o primeiro trabalho da banda), mas é ainda mais experimental, caótico e brutal.

Viagens ou comparações à parte, III é o disco nacional do ano; a força impressa nele pelas meninas do Rakta irradia para o ouvinte e o leva a experimentar sensações que vão além do comum/racional. Música pro corpo, pra alma e pra mente.

Altamente recomendado!

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3 comentários sobre “Rakta – III (2016)

  1. Pingback: Especial: Os melhores álbuns de 2016 | PEQUENOS CLÁSSICOS PERDIDOS

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