Os 30 anos de Daydream Nation, do Sonic Youth

 

Há exatos 30 anos, em 18 de outubro de 1988, o Sonic Youth rompia definitivamente a barreira entre underground e mainstream e cravava seu nome na história da música com o lançamento de seu quinto álbum, Daydream nation.

Celebrado até hoje como o grande êxito do então quarteto nova iorquino, o disco é o ápice do que Thurston, Kim, Lee e Steve começaram – mesmo que discretamente – em EVOL e costuraram já com precisão em Sister: a junção perfeita e única de suas jams dissonantes e barulhentas com estruturas ‘quadradinhas’; o caminho do meio entre o free jazz satânico de suas guitarras criadas no ninho da no wave e o punk rock de sua cozinha.

Ali, nas três semanas em que passaram na sala A do Greene Street’s Studio ao lado do engenheiro de som Nick Sansano, conseguiram moldar as estruturas maleáveis de suas longas sessões até chegarem nas 12 canções divididas em pouco mais de uma hora e gravadas originalmente no vinil duplo que saiu pela Enigma Records.

E para além do impacto musical que causou e de sua enorme importância (é um dos poucos álbuns escolhidos pela biblioteca do congresso americano para o registro nacional de gravações) e influência, Daydream nation me atingiu (não consigo pensar numa definição melhor) quando Dirty já era a trilha sonora da minha vida e o Sonic Youth minha banda de cabeceira. O primeiro contato com o disco rolou através do vídeo de “Teenage riot”, e a sensação – que permanece viva ainda hoje – foi de ser atingido por uma onda de força irresistível, um tsunami que ajudou a reconfigurar o mapa da música e os caminhos da minha própria vida.

Essencial!

 

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