Come – Eleven: Eleven (1992)

Eleven: Eleven faz parte do rol daqueles discos inesquecíveis dos quais pouquíssimas pessoas realmente se lembram. Uma pena. Lançado em 1992 pela Matador, o álbum de estreia dos bostonianos Come é o cruzamento do blues com as dissonâncias noventistas; é sombrio, denso e embriagado, e como tal está desde sempre girando na vitrola do PCP.…

Superchunk – There’s A Ghost / Alice (2020)

No último dia 30 o Superchunk decidiu celebrar o halloween e presenteou sus fãs com um novo single, trazendo uma canção inédita e uma cover. Ao contrário de muitos outros artistas a banda de Chapel Hill ainda não tinha produzido nada novo durante essa quarentena infinita em que vivemos, até que os mascarados Mac, Jim…

Ride – Nowhere (1990)

Quando o Ride lançou Nowhere, seu primeiro disco, lá no longínquo 15 de outubro de 1990, já havia o shoegaze. Óbvio. Mas não existia este álbum. Não existia a química perfeita entre Andy Bell e Mark Gardener, entre a influência sessentista da C-86 e as distorções, não existia “Vapour trail”, não existia os vocais nítidos…

Bloodwitch – I Am Not Okay With This (2020)

  Graham Coxon, o eterno guitarrista meio bêbado do Blur, segue há muito tempo trilhando numa estrada paralela à do trabalho com sua banda. Além dos discos solo, de uns anos pra cá ele parece ter se amarrado em compor trilhas sonoras para séries adolescentes. Primeiro foi The end of fucking world, e agora em…

Sleater-Kinney – Dig Me Out (1997)

  Poucos discos me deixam com um sorriso tão grande estampado no rosto quanto Dig me out, terceiro trabalho das sempre prediletas da casa Sleater-Kinney. Mesmo que minha música preferida delas – na verdade uma das canções da minha vida – esteja em The hot rock, de 99, foi com esse álbum de 97 que…

Magnapop – Hot Boxing (1994)

  Magnapop é uma banda da abençoada Athens, na Georgia, que descobri – como tantas e tantas outras – tendo aulas com o Reverendo Massari no mítico Lado B. Há tempos que não ouvia nada deles, até que hoje me deparei com um disco chamado The circle is round, que lançaram no ano passado. Mas…

Pia Fraus – Empty Parks (2020)

  Ao que parece os estonianos Pia Fraus puseram definitivamente um fim no hiato em que a banda esteve de 2009 a 2017 – quando lançaram Field ceremony, seu ‘álbum de retorno’. Isso porque saiu ontem, novamente via Seksound, o novo trabalho do sexteto, chamado Empty parks. Assim como em seu antecessor, aqui o grupo…

April March – Paris In April (1996)

  Elinore Blake nasceu na Califórnia em 1965, mas desde sempre a cabeça da moça esteve na França, ou mais especificamente na música francesa. Ou ainda mais especificamente na música francesa pop da década em que nasceu. Ela aprendeu a língua que tanto amava na escola de enfermagem, depois morou uma temporada na sonhada terra…

Tindersticks – No Treasure But Hope (2019)

  Obviamente No treasure but hope não entrou na lista de melhores discos de 2019 do blogue por uma única razão: não foi escutado. Que outro motivo tiraria um álbum do calibre deste (quase) recém-lançado trabalho dos Tindersticks de nossas escolhas? Gravada em apenas uma semana, esta é a décima primeira obra de Stuart Staples…

Beck – Sea Change (2002)

  Esse texto tem início no exato momento em que “Already dead” começa a tocar e seus versos são como um soco no estômago, me tirando o ar e empurrando um monte de lembranças ruins goela abaixo, acompanhadas das outras 11 canções de Sea change, o disco-de-corno-fodido do eterno mutante Beck. Ouvi esse álbum sem…