Especial: Os Melhores Álbuns De 2017

 

Chamar essa sucinta lista de ‘melhores discos’ chega a ser arrogância por parte do editor deste blogue, afinal poucos lançamentos passaram pelas páginas do Pequenos Clássicos Perdidos neste ano que chega ao final.

Mas como tradição é tradição o blogue apresenta hoje os álbuns novos que mais rodaram em nossa vitrola virtual em 2017, como sempre sem a ideia de ranking e desta vez com ainda menos biscoitos que nos últimos anos.

Medalhões como Jesus, Slowdive e Ride ficaram de fora, bem como petardos vindos das crateras do submundo ou ‘novidades quentes’ hypados à exaustão pela rede.

O caminho aqui é mais simples: como dito, os discos listados foram os mais ouvidos nos últimos meses. Então vamos a eles.

Que venha 2018!

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The Brian Jonestown Massacre – Don’t Get Lost

“…Sabe quando você ouve um disco e a cada música que rola um palavrão diferente vem à sua mente e consequentemente escapa pela sua boca? Pois bem, quando pensei em escrever sobre Don’t get lost, novo álbum do BJM saído da fábrica psicodélica que é a cabeça de Anton Newcombe – e por sua vez tornado real no braço físico dessa fábrica, o Cobra Studio -, a vontade era colocar aqui somente os tais palavrões.” (Leia mais/Ouça o disco)

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VA – Come On Feel The NoiZe, BraZil Class´17

“…Come on feel the noize (sem piadas com a música do Slade, que na real é “Cum on feel the noise”), compilação que a TBTCI pôs no mundo há dois meses, é um puta garimpo do que vem rolando em parte da ‘cena’ underground daqui, com 24 canções inéditas de 24 bandas novas, nem tão novas e veteranas do rock alternativo tupiniquim.” (Leia mais/Ouça o disco)

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Oh Sees – Orc

“…Orc, o mais recente trabalho do Oh Sees saiu em abril último pelo selo de Dwyer, Castle Face Records, e assim como TODOS seus predecessores é uma paulada no crânio. São 50 minutos de garageira pesada, psicodelia demente, progressões nonsense e hard rock sem gosto de farofa. Não vou gastar seu tempo entrando em detalhes das 10 faixas, ouça o bagulho e entenda (ou tente entender) qual é a desses fora-da-curva da bay area.” (Leia mais/Ouça o disco)

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Tantão E Os Fita – Espectro

“…o álbum é um tapa nas orelhas, daqueles que estalam. Mistura de poesia absurda, violenta e chapada com eletrônica sem rumo – mas sempre pesada – numa obra experimental e caótica. Não espere algo como uma ‘continuação’ do Black Future, a fita (hahahaha) aqui é outra; guarda algumas semelhanças – mais estéticas que musicais -, mas pode-se dizer que Espectro está mais para o futuro negro previsto lá em 1988. Duas toneladas de barra pesada…” (Leia mais/Ouça o disco)

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Cora – Não Vai ter Cora

“…Com guitarras leves, porque o dia pede leveza; com vocais doces e sonhadores, pra estender a noite de ontem e derretê-la até que se misture ao hoje. Que traga algumas notas de melancolia, porque todas as manhãs de domingo carregam em si um tanto dela; e se possível, que brilhe como a imensidão celeste. Sim, achei o que precisava. Chama-se Cora.” (Leia mais/Ouça o disco)

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The Black Angels – Death Song

“…Enquanto em muitos momentos de Indigo meadow os Black Angels se voltaram mais à psicodelia ‘original’, por assim dizer, em Death song voltaram a socar anfetamina no ácido, a sujar de preto o tie-dye. Como já disse escancararam novamente e de uma vez que o lance deles é com o Velvet Underground/13th Floor Elevators e não com Woodstock.” (Leia mais/Ouça o disco)

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Viet Cong – Cassette

“…Musicalmente há aqui alguns elementos da mistura insana que explodiria dois anos depois na estreia oficial dos canadenses (“Select your drone”, “Structureless design”), mas Cassette, até por ser caseiro, é mais cru e simples; tem uma pegada garageira (“Oxygen feed”, o maior exemplo), menos experimental. Mas ainda assim, para os (meus) padrões, vai bem além do lugar comum no pós-punk onde normalmente a banda é enquadrada.” (Leia mais/Ouça o disco)

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