Especial – Os Melhores Álbuns Nacionais De 2015

Muda o ano, permanece o mimimi: em 2015 não consegui ouvir tanta música quanto queria, blá blá blá, foram muitos lançamentos e blá blá blá.

Essa história vem se repetindo por aqui com o passar do tempo, e não tenham dúvidas de que será escrita novamente em 2017, mas mesmo com todas as reclamações deste velho chato que vos escreve, hoje vai ao ar a (quase) infalível lista com os melhores discos nacionais do ano que (segundo alguns, finalmente) acabou.

Em 2015 tanto o submundo quanto o grande escalão da música brasileira foram sacudidos por uma generosa porção de bons – e alguns ótimos – discos, em embalagens eletrônicas, barulhentas, psicodélicas, experimentais, pop, punk, enfim, como se diz, pra todos os gostos.

E é mais ou menos nessa pegada que listamos abaixo os dez álbuns que mais rodaram em nossa vitrola virtual no ano que se foda foi. E como sempre acontece no PCP, a lista não vem em formato de ranking, porque acreditamos na justiça.

***

Karina Buhr – Selvática

Se os reacionários de plantão tivessem ouvido o disco com atenção e fizessem um mínimo de pesquisa pelo próprio Google ou Facebook antes de julgar o conteúdo pela capa, teriam chegado à óbvia conclusão de que a imagem da capa de Selvática não é apenas um mero convite à afronta ou uma mera demonstração de egolatria, mas um manifesto corajoso muitíssimo bem fundamentado, algo que não se vê na música brasileira há muito tempo. (Leia mais

***

Lautmusik – Juniper

Se existe a tal ‘síndrome do segundo disco’, a Lautmusik passou batido por ela, ou melhor, a subverteu. Juniper superou as expectativas e com ele o grupo pavimenta o caminho da autonomia, da independência em relação ao mercado e à produção… (Leia mais)

***

Jair Naves – Trovões A Me Atingir

na distópica realidade (cultural) em que vivemos o simplório, o fácil e o tosco continuam sendo o prato principal para as massas. Felizmente para nós há gente como Jair Naves. (Leia mais)

***

Boogarins – Manual Ou Guia Livre De Dissolução Dos Sonhos

Crescimento talvez seja a palavra-chave aqui, mas independente de estarem ou não mais maduros, bacana mesmo é ver os moleques de Goiânia criando uma identidade forte e única, ampliando seus horizontes e voando mundo afora para provar que a língua não é uma barreira quando a música é ilimitada. (Leia mais)

***

Quarto Negro – Amor Violento

Cada uma de suas canções parece guardar em si algo confessional, uma experiência íntima de seus compositores, ao passo que os arranjos são grandiosos, quase épicos. Dessa junção se faz um disco forte; ora limpo, ora distorcido, ora ambos, mas sempre intenso. (Leia mais)

***

BIKE – 1943

Influenciado tanto pelo pai hippie quanto pelos psicodélicos da nova geração e seus combustíveis mentais, Julito criou canções – em português – que giram em torno de “Alucinações e viagens astrais”, “Luz, som e dimensão” e toda uma mistura de cosmologia, astronomia, ficção, Mutantes, Júpiter e muitas, muitas pedaladas ao lado do Dr. Hoffman. (Leia mais)

***

Juçara Marçal & Cadu Tenório – Anganga

É como se Berlim e Zimbábue compartilhassem o mesmo espaço e o tempo corresse de forma diferente, com o moderno e o ancestral caminhando juntos. Aqui a alma preenche o barulho e o barulho conduz a alma até que não haja distinção entre um e o outro. (Leia mais)

***

Supercordas – Terceira Terra

nessa estrada que passa tanto pela modernidade quanto por heranças rurais o grupo cresceu, evoluiu, ampliou o espectro de seu caleidoscópio, abrindo espaço em meio ao surrealismo lisérgico para discussões sérias e indispensáveis sobre os rumos tortos de nosso Brasil varonil, ora de uma maneira poética, ora de uma forma direta. (Leia mais)

***

Mawn – EP Um

Sabine é ex-vocalista da finada e ótima banda Jennifer Lo-Fi e, ao que parece, mora em Berlim há algum tempo, ao menos a tempo suficiente para recomeçar sua trajetória no mundo da música. Um belíssimo recomeço, diga-se de passagem. (Leia mais)

***

This Lonely Crowd – Meraki

Outra grande viagem pelo universo surreal dos curitibanos, ou como eles mesmos definiram: ‘uma ponte dourada para nosso reino de sonhos’. (Leia mais)

Anúncios

Um comentário sobre “Especial – Os Melhores Álbuns Nacionais De 2015

  1. Pingback: Especial – Os Melhores Álbuns Internacionais De 2015 | PEQUENOS CLÁSSICOS PERDIDOS

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s