Cora – El Rapto (2018)

 

Quando postei aqui o primeiro EP da banda curitibana Cora não li nada a respeito do disco ou do grupo, apenas me deixei levar pela carga emocional de suas cinco canções, uma mistura de psicodelia e pop de sonhos que me arrebatou por completo numa manhã de domingo.

Em abril último, quando o selo recifense PWR Records – dedicado ao protagonismo feminino na música – lançou El rapto, segundo trabalho de Katherine Zander e Kaíla Pelisser, resolvi procurar algo sobre, e me deparei com um belo e intrincado texto na página delas no fuckbook remetendo à mitologia grega da deusa Perséfone, que antes de ser raptada por Hades chamava-se Koré (ou Cora…). Dali saquei as referências e também a força que move essas mulheres a criar sua música, ao mesmo tempo intimista e intensa, fria e iluminada.

‘Pela primeira vez eu desejei ter menos do que dez dedos nas mãos para roer / e mais espaço de memória pra não esquecer que eu sempre posso encontrar o amor verdadeiro refletido no espelho.
E quando chacoalham os galhos do pensamento, a ordem do silêncio virá de dentro / quem eu quero ser nessa constelação? É a metástase da vida em geração’ (trecho da letra de Kόρη).

Sem mais, um álbum maravilhoso. Mergulhe fundo!

 

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