Um dos últimos – senão o último dos – encrenqueiros na ativa fazendo algo realmente relevante na música, Anton Newcombe segue lançando ótimos discos, seja à frente do Brian Jonestown Massacre ou se embrenhando em projetos solo/paralelos.

Third world pyramid é o mais recente de seus trabalhos com o BJM, lançado em outubro do ano passado e finalmente aterrissando em nossas páginas. Com atraso, mas como diria Mr. Newcombe, foda-se!

Assim como seus dois antecessores, Third world pyramid saiu do laboratório de seu autor, o Cobra Studio em Berlim. Além dos parceiros de crime (incluindo aí Ryan Van Kriedt, do sensacional Dead Skeletons), Anton manteve a seu lado a bela Tess Parks.

Musicalmente o álbum é uma puta trip, carregado nas texturas e cores psicodélicas; e como vem acontecendo desde Revelation (de 2014), traz menos barulhos shoegaze e/ou experimentações à Who killed sgt. pepper? (de 2010). É, por assim dizer, totalmente enraizado numa boa viagem de ácido.

E não estranhe se a introdução de “The sun ship” te lembrar “Dear prudence” ou se a capa de Third world pyramid lhe parecer uma homenagem ao Spacemen 3. De alguma forma estranha, tudo está cosmicamente conectado quando se trata de BJM.

Altamente recomendado!


Uma resposta a “The Brian Jonestown Massacre – Third World Pyramid (2016)”

  1. […] há mais de um ano – Don’t get lost já foi além da ‘lisergia básica’ de Third world pyramid , com mais experimentações em sua fórmula. E ainda nem chegamos em “Throbbing […]

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