Quando conheci o A Place to Bury Strangers, logo após lançarem seu primeiro disco em 2007, pensei algo como ‘porra, isso aqui é tipo uma versão satânica do Jesus and Mary Chain‘.

Pois bem, o tempo foi passando e a banda de Oliver Ackermann foi se tornando cada vez mais demoníaca, barulhenta e devastadora. E é exatamente assim que chegaram a seu quarto disco agora em 2015, o ensurdecedor Transfixiation.

 

 

O disco de 11 faixas saiu em fevereiro via Dead Oceans/Death by Audio, tem apenas 39 minutos, marca a entrada definitiva do baterista Robi Gonzalez e, mesmo para os padrões APTBS de decibéis, é muito alto.

A cada música fica mais claro que não dá pra enquadrar a banda numa categoria; estão cada vez mais sombrios, mas não são pós-punk; estão cada vez mais barulhentos, mas não são shoegaze; e pra ‘piorar’ as coisas se aproximam perigosamente de algo entre o industrial e o noise eletrônico.

 

 

Em Transfixiation o A Place to Bury Strangers não alivia a mão em nenhum momento, o disco é uma surra constante nos ouvidos, mas os demônios são soltos de uma vez nas três últimas faixas do álbum. Seus 10 minutos finais são a prova de que ninguém toca mais alto e é mais caótico que os nova-iorquinos no atual cenário do rock lado B.

Definitivamente um dos melhores álbuns de 2015. Altamente recomendado!

 


2 respostas a “A Place To Bury Strangers – Transfixiation (2015)”

  1. […] …o disco é uma surra constante nos ouvidos, mas os demônios são soltos de uma vez nas três últimas faixas do álbum. Seus 10 minutos finais são a prova de que ninguém toca mais alto e é mais caótico que os nova-iorquinos no atual cenário do rock lado B. (Leia mais) […]

  2. […] Strangers não cessa de se reinventar dentro de seu universo caótico, sombrio e barulhento. Se em Transfixiation (de 2015) a banda do Brooklyn se aproximou de algo eletrônico/industrial e construiu uma massa […]

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