Human Tetris e Lebanon Hanover: Duas faces obscuras do pós-punk atual

Os russos do Human Tetris – 50 tons de cinza e reverbs

 

2018: 40 anos de Cure e Joy Division, quatro longas décadas desde o nascimento do pós-punk e suas tantas raízes, aproximadamente 14.600 dias e a cada um deles em algum canto do mundo surge uma banda bebendo diretamente dessa fonte inesgotável.

Se hoje temos de um lado Interpol e National lotando shows em espaços gigantescos, na outra ponta da corda (argh!) temos um sem número de grupos ‘desconhecidos’ levando adiante o universo sombrio e acinzentado de Ian Curtis, Bob Smith e cia. E deste submundo vem dois lançamentos de representantes distintos da atual cena goth/pós-punk/dark/whatever: Human Tetris e Lebanon Hanover.

 

A dupla alemã Lebanon Hanover – Góticos como não se vê mais por aí

 

O quarteto Human Tetris vem de Moscou (na mesma Rússia do Motorama, outro representante forte dessa nova leva trevosa), que desde 2009 vem despejando sobre nossas cabeças uma porção de discos cheios até as bordas com influências de Joy Division, Felt e Church.

Em abril último lançaram Memorabilia, álbum ao mesmo tempo acelerado e melancólico, carregado no reverb e seco como uma tarde gelada de outono. A cozinha já salta aos ouvidos desde a primeira audição, mas o baixo proeminente de “Tryer”, a quinta faixa, é destruidor. Confira:

 

 

Já Larissa Iceglass e William Maybelline, duo que forma o Lebanon Hanover, vem da Alemanha e traz para o século XXI ecos da minimal/cold wave oitentista, absurdamente sombria, completamente gótica.

Passaram por aqui com seu último álbum inédito, Besides the abyss (de 2015), e em março deste ano puseram no mercado seu novo trabalho, Let them be alien, via Fabrika Records.

O bagulho aqui é sinistrão mesmo; pense em referências mais conhecidas como Trisomie 21 ou Asylum Party e outras nem tanto, como Oto e End of Data. E antes de ouvir o disco, assista ao vídeo de “Gallowdance”. Como cantam nesta faixa, ‘The string is always ready…’. Pra parede:

 

 

PS: O Human Tetris tocou recentemente em Lima e Bogotá, e NENHUM produtor tupiniquim sequer cogitou trazê-los pra cá. Alô, Lúcio Ribeiro/Balaclava, atenção às sombras.

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2 comentários sobre “Human Tetris e Lebanon Hanover: Duas faces obscuras do pós-punk atual

  1. Se me permite, acho que os Lebanon Hanover não são alemães (talvez estejam baseados lá, não sei). Não existe muita informação a respeito, mas parece que o cara é britânico e a moça é suíça. Abraço!
    “Out in the next weeks via Fabrika is a red and blue vinyl version of “Let them be alien”, the most recent album by the half Brit-half Swiss post-punk duo Lebanon Hanover.”
    http://www.side-line.com/lebanon-hanovers-newest-album-also-gets-the-blue-red-vinyl-treatment/

  2. Pra quem gosta do udigrudi neste estilo o Peru está bombando. De cabeça, bandas que tocaram lá recentemente: Ash Code, Sixth June, Selofan. E esta semana teve o Drab Majesty, que por acaso tocou em SP também, e dia 12 no Rio.

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