
Pra quem não conhece o Swervedriver, vamos a um rápido resumo: a banda surgiu em Londres, 1990, e de 1991 a 1998 lançou 4 álbuns, todos irrepreensíveis e flutuando entre shoegaze, dream pop, psicodelia e, por assim dizer, o ‘simples’ rock de guitarras.
Durante os anos 2000 saíram de férias, reunindo-se por volta de 2008 para uma série de shows, e talvez ali tenha nascido o desejo de entrar novamente em estúdio. E no começo de março deste 2015 finalmente veio ao mundo o novo filho do Swervedriver. Com vocês, I wasn’t born to lose you.
“Deep wound”, oitava faixa do novo trabalho da banda, foi o primeiro single apresentado, lá em 2013, deixando os fãs em polvorosa e com a ansiedade no talo. I wasn’t born to lose you deveria sair ainda em 2014, mas teve seu lançamento adiado, e quando outro single (“Setting sun”) veio à tona, quarentões mundo afora surtavam. Mas valeu a espera.
As 10 faixas do disco trazem um pouco de tudo que o Swervedriver já fez em sua carreira, obviamente com menor agressividade que em Raise (de 1991) e menos drogas que em Mezcal head (de 1993), mas ainda com ênfase total no trabalho das guitarras e com aquele clima de road trip (a começar pela capa) que acompanha a história da banda.
Sem mais delongas, aperte o play, ouça alto I wasn’t born to lose you e perceba que o tempo é um grande amigo de Adam Franklin e cia.
Altamente recomendado!

