Liars – Liars (2007)

 

Eu conheci o Liars exatamente em 2007, exatamente com esse disco, e achei que a discografia anterior deles era exatamente igual. Não podia estar mais enganado.

Não sei se por sorte ou azar (ou nada disso) acabei por descobrir a banda do Brooklyn quando eles decidiram fazer um ‘álbum pop’. Me amarrei absurdamente em todas as 11 músicas de Liars, o tal disco; das batidas brisadas de “Sailing to byzantium” às influências dos momentos mais sombrios do Sonic Youth e Jesus and Mary Chain (“Pure unevil” e “Freak out”), passando pela massa industrial de “Leather prowler” à quase doçura do encerramento com “Protection”.

Depois fui atrás dos trabalhos anteriores deles, e caralho, descobri que nada soava como este homônimo de 2007. Aliás nenhum álbum soava muito como o outro, e dali pra frente a parada seguia a mesma toada, desconexa, experimental, surpreendente (qualquer dia escrevo sobre Mess, de 2014, seu disco ‘eletrônico’).

Caso você desconheça o Liars, talvez esta seja uma boa porta de entrada pro labirinto que é sua discografia. Ou não, como diria Caetano. Mas independente disso, temos aqui mais um exemplo de como o rock – dado por alguns como morto desde o grunge – segue instigante fora dos limites do mais do mesmo.

Cai dentro!

 

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