Blur – Parklife (1994)

 

Eu não gostava de Blur em 1994, quando Parklife foi lançado. Na verdade, em 25 de abril daquele ano eu acabara de completar 18 anos e passava longe de quase todo o britpop, especialmente deles e dos irmãos Gallagher (ok, havia o Pulp, mas aí é outra conversa). Minhas trips eram outras, e nelas não havia lugar para “Tracy Jacks’ e afins.

Com o passar dos anos e a sabedoria que eles teoricamente trazem, passei a ouvir uma canção ou outra da banda de Damon, Graham e cia., me lembrei que já conhecia “She’s so high” e “There’s no other way” do lado B, dancei muito “Girls and boys” pelas pistinhas da vida, mas não era fã dos caras, definitivamente.

Mas aí houve uma tarde de verão, quente pra caralho, em 1999. Mais precisamente 21 de novembro daquele ano, quase há duas décadas, em que o Blur se apresentaria pela primeira vez no Brasil. Na época eu namorava uma garota que os adorava, e tinha amigos que os adoravam mais ainda, então vamos lá: da Consolação até Santo Amaro é um pulo, bora ver qual é.

Acontece que antes da pequena viagem até o Credicard Hall, decidimos tomar todo scotch que conseguíssemos, afinal pra ver uma banda inglesa deveríamos ‘estar ingleses’. Junte aí uns baseados com haxixe, o Otto (sim, aquele Otto) aparecendo pra ‘dar um tapa’, o calor do verão paulistano e, quando finalmente entramos pro show, completamente chapados, o Blur subiu ao palco e tocou “Tender”. Naquele instante uma chavinha virou; de repente, eu era fã daqueles quatro. Pra caralho!

À partir dali aconteceu tanta coisa que só de (tentar) me lembrar fico confuso. Minha então namorada quase desmaiou e tive que sair com ela pra que se recuperasse, teve parabéns pro aniversariante Alex, teve o Damon sobre a plateia e, mesmo sendo parte da turnê do 13, eles tocaram várias canções de álbuns anteriores. E a primeira de que me recordo é “End of a century”, uma das faixas de Parklife, que hoje completa 25 anos e desde então uma das músicas da minha vida.

Enfim (eu uso muito o ‘enfim’ em últimos parágrafos, vejam bem), nada disso importa a quase ninguém. Só queria mesmo dividir mais uma história com vocês e desejar um feliz quarto de século para Parklife.

We all say “don’t want to be alone”
We wear the same clothes ‘cause we feel the same
We kiss with dry lips when we say goodnight
End of a century, oh, it’s nothing special

 

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