Swans – Swans (1982)

 

Sempre passei à margem da ‘Giramania’ que assolou parte das redes sociais há alguns anos atrás, com o Swans peidando qualquer coisa e um monte de gente atrás da bunda de Michael Gira como se o cheiro que saia dali fosse um graal ou algo do tipo.

Conheci a banda faz tempo pra caralho, via Fabio Massari, mas não é pelo fator ‘anos nas costas’ que peguei bode dos caras ou de seus fãs, mas sim por essa adoração quase religiosa, que geralmente me afasta de artistas – mesmo daqueles dos quais sou fã.

Mas esses detalhes não impedem que volta e meia eu retorne a algum disco deles, ora a um dos lançados nos anos 80 – Holy money talvez seja o que mais ouvi dessa safra -, ora mergulhando em White light from the mouth of infinity, onde conheci o Swans, já com Gira e cia. em outras viagens, adentrando no que pode ser chamado de sua ‘segunda fase’.

Só que hoje a bola da vez é um outro momento da banda, na verdade o primeiro deles: o EP homônimo que saiu em 1982 e depois foi reeditado mais três ou quatro vezes. Aqui o jovem Michael ainda estava ‘mais ou menos’ imerso na cena underground de sua cidade natal e as quatro faixas do disco são a imagem disso, exalando a sonoridade da ‘versão nova-iorquina’ do pós punk, com uma cozinha torta mas cadenciada e o inferno – sax, barulho e as letras de Gira – acontecendo por cima.

Sim, se assemelha ao Sonic Youth deste período, ao Mars, ao Contortions e a tudo aquilo chamado de no wave. E justamente por isso é um instante único na longa e singular carreira do Swans.

 

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