Primal Scream – Chaosmosis (2016)

Esperar que o Primal Scream lance dois grandes discos em sequência é como esperar honestidade do PMDB. Ok, posso estar enganado quanto ao partido, mas mesmo forçando a memória não me recordo de um episódio honesto vindo do ex-MDB; já os escoceses conseguiram realizar a façanha com a dobradinha Vanishing point/XTRMNTR.

Se em 2013 a banda se redimiu de todos erros cometidos em 13 anos com o ótimo More light – onde resgatou tudo que aprendemos a amar desde que Bobby Gillespie largou as baquetas dos Mary ChainChaosmosis, que chegou ao mercado em março último, foi mais um escorregão dos caras.

Quando pipocou na rede “Where the lights get in“, primeiro single do álbum, me animei com aquela pegada oitentista a New Order, u-hu, bora pra pixxxta, balinha e tudo mais. Só que o restante de Chaosmosis é como uma foda mal dada: parece que vai engatar, mas broxa antes do fim (que aliás é o outro bom momento, com “Autumn in paradise”)

O disco parece frouxo, mal amarrado, e francamente me passou a impressão de ter sido feito com má vontade ou falta de inspiração. Se algum desses for realmente o caso, poderiam ter esperado surgir uma iluminação divina. Ou quem sabe devam voltar a tomar drogas.

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