
Parte da cena conhecida como ‘Psychedelphia’, o Bardo Pond surgiu na primeira metade dos anos 90 misturando shoegaze/dream pop a psicodelias diversas (principalmente psilocibina) para criar uma música barulhenta e viajante.
Com uma porção de discos lançados por uma porção de gravadoras diferentes (da Matador à ATP Recordings), o grupo chega agora a seu 18º álbum, o homônimo Bardo pond, lançado no começo deste dezembro pela Fire Records.
No novo trabalho o sexteto da Filadélfia traz para sua zona de conforto (a barulheira espacial) um pouco de folk entorpecido. Nas faixas “Just once”, “Sleeping” e “Waynes tune”, violões se chocam às distorções de guitarra características da banda. E fica bacana a mistura.
No mais, os vocais de Isobel Sollenberger continuam bem parecidos com os da rainha Kim Gordon, e a sonoridade das 7 músicas do álbum continua muito, muito chapada.
Pra derreter os miolos.
