
Tem um rascunho no painel de posts do PCP que há anos (sem brincadeira) cutuca meu cérebro, como se dissesse “termina logo de me escrever, porra!”, e eu sempre protelo, no melhor esquema “deixe pra depois o que você não tem tempo pra fazer hoje”.
O tal rascunho é sobre a chamada ‘Halifax Pop Explosion’, nome retirado de um festival que depois batizou uma cena independente que durante os anos 90 pôs a bela cidade de Halifax, capital do distrito canadense Nova Escócia, no mapa mundi do rock alternativo com bandas como Sloan, Jale, Super Friendz e várias outras. E hoje, mais uma vez, o rascunho me cutucou, mas continuará por lá…
Porque mais uma vez o tempo, ou a falta dele, me leva a escrever outro texto ligeiro. Não sobre algum álbum de alguma das bandas citadas, mas sim sobre o primeiro e homônimo disco oficial dos caras que, mesmo sem saber, ajudaram a criar a cena indie de sua cidade, a citada Halifax. Com vocês, Jellyfishbabies.
Nascido na metade da década de 80, o grupo originalmente formado por Scott Kendall, Peter Arsenault e Dave Schellenberg teve uma vida razoavelmente longa (duraram até 1993), e se nenhum de seus três discos os alçou a altos voos comerciais, foram de suma importância pra quem veio depois. E dos três – Jellyfishbabies (1986), The Unkind Truth About Rome (1990) e The Swan and the City (1993) – escolhi por na roda o primeiro, lançado de forma independente e antes da banda se mudar pra Toronto e dar uma polida em sua música.
O álbum tem 8 faixas divididas em enxutos 27 minutos, é bem cru, punk e sim, ao apertar o play de “Messiah” em diante você será automaticamente arremessado em direção ao Hüsker Dü, o que convenhamos não é nem de longe um demérito. E guardadas as devidas proporções, assim como sua maior referência, o Jellyfishbabies estendeu a influência para além de rótulos musicais, tornando-se o marco zero de uma cena foda.
Ouça no talo!

