Networker é o terceiro disco do Omni, banda de Atlanta formada ali por volta de 2015 pelos amigos Frankie Broyles (ex-Deerhunter), Philip Frobos e Billy Mitchell (ambos ex-Carnivores), mas muito mais que isso é meu disco favorito da minha banda favorita da última semana (risos). E ainda mais que tudo isso, deixaria o mestre Tom Verlaine orgulhoso. Explico logo abaixo.

Se nos dois álbuns anteriores – Deluxe, de 2016; e Multi-task, de 2017 – eles se equilibraram entre várias influências do pós-punk e da new wave (Devo, Magazine, Joseph K e etc), aqui, queridos leitores, a despeito de outras referências perceptíveis, o que se escuta é um verdadeiro tributo ao Television.

Os vocais monótonos/declamados de Frobos e principalmente a guitarra angular e jazzy de Broyles, cheia de riffs (aparentemente) soltos, parecem dizer em uníssono: ‘Tom, nós te amamos e aqui está nossa homenagem a você e sua banda. Esperamos que goste’.

Não há uma única canção ruim ou mesmo mediana entre as 11 que compõem Networker, assim como não existe nenhuma que não remeta ao Television. Se para você isso é um problema passe longe, caso contrário aperte o play em “Sincerely yours” e descubra também seu disco favorito de sua banda favorita, mesmo que seja só desta semana hahaha.

Ouça no talo!

PS: Em fevereiro próximo a Sub Pop – que lançou Networker – põe no mercado o novo disco do Omni, Souvenir.

 

 

No spotifuck

 


2 respostas a “Omni – Networker (2019)”

  1. […] quem não entendeu bulhufas da abertura deste pequenos texto, duas rápidas explicações: vá até Networker (disco de 2019 do grupo sobre o qual já escrevi algumas linhas) e saque na prática a referência ao Television; feito isso, comprove que a produção de […]

  2. […] escala próxima mas ampliada o Lewsberg fez aqui o mesmo que o Omni em Networker, deixando escorrer pelos poros as águas do poço – aparentemente sem fundo – em que […]

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