A primeira vez que ouvi o Grauzone foi – como creio ter sido com todos – através de “Eisbär”, um dos quatro singles que a banda suiça lançou em sua curta vida. Pra quem os desconhece, surgiram em meio ao turbilhão pós-punk do final dos anos 70 em Berne, mas desde sempre foram associados à cena alemã.

Como dito logo acima, lançaram poucos singles, apenas um disco cheio e fizeram míseros dez apresentações antes de darem um fim à banda. O que roda em nossa vitrola virtual hoje é o citado primeiro, homônimo e único álbum deles (de 1981), acrescido de seis faixas e posto no mercado em 1998 sob o nome Die sunrise tapes.

Além de “Eisbär”, música absurda que colocou o Grauzone em evidência, essa coletânea traz várias outras antenas da época. Da proximidade às catacumbas góticas em “Maikäfer flieg” à animação new wave de “Träume mit mir”, do pós-punkão clássico e seco (“Schlachtet!”) à um Suicide mais ~iluminado~’ (“Ich lieb sie”), as ‘fitas do sol nascente’ são mais uma amostra do quão foda e sem amarras era o lado b da música naquela virada de década.

Essencial!


2 respostas a “Grauzone – Die Sunrise Tapes (1998)”

  1. Uma droga , só um álbum. Confesso que já ouvi tanto, mas tanto, que nao consigo atualmente. : ]

  2. […] As guitarras ainda estão aqui, mas não são mais as mesmas (risos) e chegam acompanhadas por texturas sintetizadas e outros blips e blóins eletrônicos que vem direto da new wave/pós-punk oitentista (no disco há uma música chamada “1986” e em 2021 elas fizeram uma cover de “Eisbaer”, clássico de 1981 dos suecos Grauzone). […]

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