Irmão Victor – Cronópio (2018)

 

Faz um tempo que descobri, aleatoriamente, o trabalho insólito do Irmão Victor, pseudônimo do gaúcho Marco Benvegnú. Estava escutando alguma coisa no Bandcamp, não me lembro exatamente o que, e apareceu como sugestão um disco chamado Passos simples para transformar gelatina em um monstro e, porra, não dava pra passar uma parada com esse nome.

Daí pra catar os outros dois álbuns dele foi um pulo, porque se tem algo que me chama atenção são coisas surreais, e esse sujeito de Passo Fundo parece ter nascido pra fazer coisas surreais (“Órbitas ao redor da estátua de Vitor Mateus Teixeira” é a música que abre o citado Passos simples, vejam bem…).

Bom, a mais recente das viagens do cara é Cronópio (referência a Julio Cortázar, como muito bem lembrado pelo amigo Marcão), disco do ano passado que não foge ao que o Irmão Victor faz desde 2016: imprimir humor e experimentações bem peculiares ao rock psicodélico, normalmente calcado nas bases sessentistas e/ou mesclado às distorções sombrias na cena psych.

Marchinhas dividem espaço com o rock, que por vezes se torna barroco, em outras flerta com algo próximo a soul music e por aí afora. Com todas essas possibilidades aliadas às letras fantásticas de Marco, Cronópio é qualquer coisa entre Mutantes e Jupiter Maçã, um universo musical expandido por aquele amargo delicioso do ácido.

Boa onda!

 

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