O excêntrico Mark Stewart formou o Pop Group em Bristol, em meio a onda punk que varria a Inglaterra e o mundo em 1978, mas embora ‘inserido’ na cena não se identificava com a história dos quatro acordes. Seu buraco era mais embaixo, definitivamente.

Em comum com alguns de seus contemporâneos, a veia política saltada, mesma veia que fez a banda implodir apenas três anos e dois discos após seu nascimento devido ao desapontamento com a ascensão de Margareth Thatcher ao poder.

Muitos e muitos depois voltariam à carga, mas o que interessa hoje é o primeiro disco deles, Y, lançado há quarenta anos e até hoje uma das obras mais fodidas truncadas daquela época. E de além dela, claro.

A ideia de Stewart era fazer de Y um álbum de funk ou algo similar, então chamou Dennis “Blackbeard” Bovell – já velho conhecido do universo dub/reggae – para a produção das 10 faixas do disco. Mas ao lado de Bovell o caldeirão que era a mente do líder do Pop Group desenhou algo que simplesmente não dá pra rotular.

Extremamente ácido e experimental, Y é todo cheio de grooves tortos e quebradas rítmicas bruscas, de barulhos à no wave e riffs cortantes de guitarra que se estapeiam entre uma linha de baixo pesada e outra, de berros e outras ‘intervenções’ vocais de Mark Stewart quando decide não cantar. Não é um álbum fácil, e por isso mesmo segue influente ainda hoje. Desvende-o.

Essencial!

 


3 respostas para “The Pop Group – Y (1979)”.

  1. […] punk em San Francisco, ali por volta de 1977, são da mesma estirpe de gente como Suicide, Chrome, Pop Group e outras estranhezas fora da curva (normalmente) associada ao […]

  2. […] subúrbio de Flixton estava mais próximo musicalmente de Gang of Four e Glaxo Babies, ou mesmo de Pop Group e Delta 5. Em resumo, queriam por os ingleses pra dançar, não mandá-los para a cova (risos […]

  3. […] a boemia da cidade juntou numa mesma banda Bruce Smith e Gareth Sager (dois ex-membros do seminal Pop Group) e uma jovem sueca aspirante a cantora com apenas 16 anos chamada Neneh Mariann Karlsson, outrora […]

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