Mudhoney – Digital Garbage (2018)

 

Assim como acontece com o Superchunk, o tempo parece pouco ou nada interferir na música do Mudhoney. Nada de surfar ondas passageiras, de colar em modismos, nada disso.

Mark Arm e cia. seguem inabaláveis em seu universo garageiro, e se acrescentaram algo à velha fórmula para a concepção de Digital garbage, seu último disco (28 de setembro, via Sub Pop), foram as mensagens por trás do fuzz. Do esgoto narcisista que são as redes sociais (“Kill yourself live”) ao falso cristianismo dos cidadãos de bem (“21st century pharisees”), passando pela desinformação propagada pelo fascismo travestido de política (“Paranoid core”) até chegar ao fim da humanidade em “Next mass extinction”, aqui os Muds narram algumas partes sombrias da sombria história atual.

Talvez graças a isso percam fãs, afinal o que mais se vê hoje por aí são roquistas reaças. Mas mais importante que os ‘likes’ nesse grande lixo digital que é o mundo são postura e atitudes que ajudem a manter a sanidade e o equilíbrio fora das ‘timelines’, onde afinal acontece aquilo que (ainda) chamamos de vida real.

Altamente recomendado!

 

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