Mudhoney – Superfuzz Bigmuff (1988)

 

Todo mundo sabe que o tal grunge, ‘a última cena relevante do rock’ como dizem alguns, não nasceu com Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden ou Alice in Chains. Nem com o Mudhoney, que pra mim é a essência dessa parada que englobava tantas bandas diferentes.

Mas mesmo que U-men, Green River e Melvins tenham lançado discos que começaram ‘não-oficialmente’ o tal grunge, o álbum que oficialmente pariu a porra toda foi sim Superfuzz bigmuff, que veio ao mundo via Sub Pop há 30 anos e alguns dias, em 1° de outubro de 88.

Então em linhas gerais pode-se dizer que há 3 décadas o Mudhoney plantava as sementes que germinariam em coisas horrendas como Creed e todo o ‘pós-grunge’, mas pra não ficar falando em desgraças – porque se mencionadas elas acabam aparecendo – vamos voltar ao álbum de seis músicas e seu conteúdo explosivo.

Superfuzz e bigmuff, pra quem não toca guitarra e talvez não saque, são dois tipos de pedal de distorção, os preferidos do Mudhoney, que concedem aquela ‘impureza’ aos riffs de “Touch me I’m sick” (por sinal esse sim o primeiro registro dos Muds, lançado dois meses antes deste disquinho) e que por isso foram escolhidos pra batizar o EP.

O que se ouve aqui é uma mistura de punk, psicodelia, cerveja, sujeira e a voz de Peter Fonda sampleada para abrir o clássico “In ‘n’ out of grace”. Jesus take me to a higher place, fuckers…

Longa vida a banda mais grunge desse tal de grunge.

 

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