Sparklehorse – Good Morning Spider (1998)

 

A primeira vez em que ouvi Sparklehorse foi em alguma madrugada triste, bêbada e doido pra ficar ainda mais bêbado e triste, em algum ponto nublado dos anos 2000. Me lembro de baixar Good morning spider graças a alguma pesquisa que fazia pela rede sobre músicas melancólicas e de ser atingido em cheio pela dobradinha “Painbirds”/”Saint Mary” para pouco depois me ver completamente massacrado escutando “Sunshine”, “Maria’s little elbows” (‘Loneliness, loneliness, loneliness, came kicking at my door…’) e “Junebug”.

OK, o álbum não é feito só de arranjos para suicidas em potencial, tem momentos bem barulhentos e experimentais/lo-fi, mas o que absorvi – ou quis absorver – na audição foi o que precisava naquela hora. Música é assim, não é?

Além de tudo, este disco tem uma razão para ser sombrio como é, e isso demorei o tempo de uma ressaca para descobrir: durante a turnê com o Radiohead, o saudoso Mark Linkous fez aquela saudável mistura de antidepressivos com álcool, quase morreu, perdeu temporariamente o movimento das pernas e ficou internado por semanas no hospital Saint Mary, em Londres. A partir dali nascia o disco.

Essa espécie de sintonia mórbida entre Linkous e eu me levou depois a toda discografia do Sparklehorse, mas é Good mornig spider que está ligado à minha linha da vida, desde aquela madrugada triste e bêbada…

Essencial!

 

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