Jonathan Tadeu e as histórias de um coração partido em “Queda Livre”

Já faz um tempo que venho ouvindo Queda livre, o segundo disco do mineiro Jonathan Tadeu (ex-Lupe de Lupe), e maturando algumas palavras sobre este trabalho.

Jonathan é parte da Geração Perdida de Minas Gerais, um combo (odeio a palavra coletivo) de jovens artistas da terra da boa cana que se uniram para criar trabalhos colaborativos, explorando diversas paisagens musicais; alguns são mais experimentais, uns mais pop e outros mais…tristes.

Quem acompanha minimamente o que vem acontecendo de novo em parte da cena roqueira tupiniquim certamente já esbarrou com o termo ‘rock triste’, que engloba uma porção de bandas/cantore(a)s que bebem muito do sadcore/emo noventista, tanto nas melodias arrastadas quanto nos temas ‘sentimentais’. Jonathan é um desses músicos, e Queda livre é exatamente assim: melancólico até as entranhas, com (boas) letras que falam de amor e suas desventuras, solidão e rompimentos, enfim, das dores de cotovelo pelas quais todos já passaram; e musicalmente é um pano de fundo perfeito para essas histórias sofridas, repleto de dedilhados – que volta e meia são quebrados por necessárias dissonâncias tempestuosas – e com aquele andamento lento que põe qualquer sombra de alegria em xeque.

O disco saiu em maio e tem partipações do Sentidor (outro artista da Geração Perdida) nas faixas “Ato falho” e “Sorriso besta” e traz Fernando Bones (do Aldan) nas baquetas, baixo e produção de suas dez canções.

Não recomendado para quem anda sofrendo por amor.

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