Mercenárias – Cadê As Armas? (1986)

Como muitas das bandas mais bacanas da cena brasileira dos anos 80, as Mercenárias tiveram vida curta e o reconhecimento só veio muitos anos depois, principalmente com o crescimento da internet.

Cadê as armas?, primeiro disco da banda formada ainda no começo da década perdida por Sandra Coutinho, Rosália e Ana Machado – com Edgar Scandurra nas baquetas, depois substituído por Lou – saiu em 86 via Baratos Afins, caiu nas graças da crítica especializada mas não teve divulgação em rádios e TV e assim não chegou aos fãs de Titãs, Paralamas e Legião.

Uma pena, já que é um álbum perfeitamente balanceado entre o punk e o pós-punk, com a agressividade do primeiro e o lirismo cabeçudo do segundo; e claro, por ser a estreia de uma banda formada só por mulheres, uma quebra sem precedentes nos padrões do rock tupiniquim oitentista (oitentista?).

Ainda lançariam via EMI-Odeon o álbum Trashland, em 88, mas pouco tempo depois a gravadora dispensaria o quarteto, e as desilusões tanto com o underground quanto com o mainstream culminariam no fim da carreira das Mercenárias em 1989 (voltaram à ativa em 2005, e hoje o grupo conta com Sandra – única da formação original, Michelle Abu e Silvia Tape).

E hoje, 30 anos depois, Cadê as armas? permanece atual e incrivelmente necessário.

‘O jovem rebelde e criativo
questiona e desobedece o poder,
daí encontra com Jesus
e à verdade cristã vai obedecer.
Vai se foder!’

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