The Cure – The Head On The Door (1985)

The head on the door não é nem de longe meu disco preferido do Cure. Na verdade se tivesse que fazer um ‘top-qualquer-coisa’ só com álbuns de Bob Smith e cia. este não entraria tão cedo na lista. MAS aqui estão “Kyoto song” e “A night like this”, duas das músicas que mais marcaram minha adolescência e consequentemente estão no ‘top-qualquer-coisa’ das canções da minha vida besta.

Essas informações, claro, nem deveriam estar aqui, afinal não interessam a ninguém além de mim. Mas eu gosto desse clima de sala de terapia onde eu falo uma porção de coisas e acabo por não informar absolutamente nada. Mas também, ainda há algo a ser dito sobre The head on the door?

Todos sabem que ele foi lançado há pouco mais de 30 anos (exatamente em 26 de agosto de 85, via Fiction/Elektra), e que foi o primeiro sucesso comercial do Cure. Até porque apenas um ano antes a banda havia entregue The top, o mais indigesto de seus discos – mesmo para o gótico mais radical -, e antes disso ainda tivemos as obras-primas da depressão Pornography e Faith. “Boys don’t cry” soa como música infantil…

Acontece que o próprio Cure, em meio a esse mundo sombrio que ajudou a criar na primeira metade dos anos 80, já tentava enxergar as luzes do pop. Duvida? Pense em “Let’s go to bed”, de 82; “Lovecats”, de 83 e “The walk”, de 84. Visualizou de onde veio “In between days”?

Enfim, em The head on the door está a formação mais conhecida do Cure, considerada por muitos como clássica, com Robert Smith, Lol Tolhurst, Porl Thompson, Simon Gallup e Boris Williams. E se antes a banda estava de certa forma presa à sonoridade pós-punk, aqui pôs as mangas de fora usando castanholas e violão flamenco (em “The blood”) e reeditando os sintetizadores da citada “The walk” (e obviamente remetendo ao New Oder) em “The baby screams”. Mas isso, como tudo que já foi dito, é sabido por todos.

O que ninguém sabe e que provavelmente não interessa a ninguém além de mim é que enquanto escrevia este pequeno texto ouvi The head on the door após muito tempo e me amarrei novamente nele, como aconteceu em alguma noite há mais ou menos uns 25 anos.

‘Say goodbye on a night like this
If it’s the last thing we ever do…’

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