Eu nunca tinha ouvido um álbum do War on Drugs até que Adam Granduciel e seus companheiros de banda lançaram, em março, Lost in dream. Mas veja bem, estamos em outubro, sete meses se passaram desde que o disco saiu, e só agora ele chega por aqui. Por que?

Porque tanta gente falou tão bem deste álbum, que era um dos melhores do ano, que era genial, que era isso e aquilo, e quando o ouvi pela primeira vez pensei: “Sério que todos estão babando por causa disso?”. Ou o mundo anda mesmo carente de boa música ou eu não entendi nada.

Lost in dream, lançado pela Secretly Canadian, traz 10 faixas escritas (e reescritas) durante os dois anos em que a banda esteve na estrada, e sobre a depressão e tristeza do final dessa longa viagem. Os temas deixam transparecer tudo isso (“Under the pressure”, “Red eyes”, “Lost in dream”), mas este ‘road album’ me soa como uma trip conjunta de Bruce Springsteen e Fleetwood Mac pelos anos 80, daí…

Talvez seja por isso que tantos o tenham elogiado, afinal Springsteen, Fleetwood e anos 80, tipo combinação imbatível. Menos aqui. Quando soa menos Bruce e mais Neil Young o War on Drugs até me agrada, mas a grosso modo achei este um trabalho sonolento e pouco inspirado(r). Ou simplesmente chato!


Uma resposta a “The War On Drugs – Lost In Dream (2014)”

  1. não gosto quando criam certas regras para um som ser hipe e soar anos 80 é
    criterio numero 1 para algumas mentes modernas. nao faz a minha cabeça

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