
O Future of The Left surgiu na metade da década passada, das cinzas de outra boa banda, o Mclusky.
O quarteto passou por uma reformulação em sua linha de frente por volta de 2010, e com seus dois novos membros chega agora ao terceiro álbum, primeiro pela Xtra Mile Recordings. Senhoras e senhores, com vocês o explosivo The plot against common sense.
Com novos baixista e guitarrista (Julia Ruzicka e Jimmy Watkins, respectivamente) mas ainda com Andrew Falkous como mente criativa e frontman, o FOTL pouco mexeu em sua música no novo trabalho. Continuam nervosos, viscerais e irreverentes.
Pra quem desconhece a banda, numa comparação rasteira eles podem ser enquadrados como algo entre o Refused, o (The International) Noise Conspiracy e grupos da cena hardcore nova iorquina dos 80’s, mas menos politizados e com teclados.
The plot against common sense traz à tona toda essa energia punk, temperada com riffs metaleiros, ritmos quebrados/tortos e os tais teclados, que por vezes são quase zunidos perturbadores e por outras tem um ar psicodélico, como na faixa “Cosmo’s ladder”.
Resumindo, o novo disco do Future of The Left flui como um rio de energia em estado bruto, pondo abaixo o que encontra pela frente. E mesmo contando agora com uma mulher em sua formação, é um álbum cheio de testosterona, agressivo e urgente como um moleque adolescente, prestes a explodir.
Perfeito para uma sessão de skate. Não recomendado pera pessoas fofas ou afins.
