The Brian Jonestown Massacre – Aufheben (2012)

Anton Newcombe continua sua saga em direção a outras dimensões. Dois anos após o multifacetado Who killed Sgt. Pepper?, o homem por trás do Brian Jonestown Massacre retorna com sua banda em mais um trabalho brilhante e novamente carregado de psilocibina, chamado Aufheben.

“Panic in Babylon”, ou a Índia psicodélica do século XXI

Lançado pela A. Records – selo do próprio Newcombe – em 07 de maio, o álbum é um mergulho profundo no lado mais lisérgico da mente de seu criador. Diferente de Who killed, Aufheben não atira em tantas direções, mantendo uma linha mais estável. Se é que se pode falar em estabilidade quando se trata de BJM.

Gravado em Berlim, o disco traz cítaras, flautas e texturas no lugar das distorções, remetendo mais a Their satanic majestie’s second request (a ‘homenagem’ de Newcombe aos Stones, de 1996) que ao shoegaze, outra marca forte na discografia da banda.

“I want to hold your other hand”, outra trolada nos Beatles

Desse caldo psicodélico se destacam as influências dos já citados Stones (na fase Flowers/Their Satanic…), mas também um bocado de Chocolate Watch Band e um tantinho de Jefferson Airplane – vide as viagens vocais de Eliza Karmasalo na derretida “Seven kinds of wonderful”).

Além de toda essa vibe sessentista, em Aufheben o Brian Jonestown Massacre – que tem atualmente em sua formação o ex-baixista do Spacemen 3, Will Carruthers; e Matt Hollywood, membro original da banda – apresenta também doses de krautrock revisitado, emulando o Stereolab (em “Viholliseni maalla”, também com a voz de Eliza); e em muitos outros momentos traz à memória o New Order, seja nos beats, sintetizadores e vocais de “Waking up to hand grenades” ou simplesmente no trocadilho do título da faixa “Blue order/new monday”.

Para por um fim a esta conversa toda, basta dizer o seguinte: Anton Newcombe é um dos poucos seres do rock atual que podem ser chamados de gênios. Reinventando sua banda a cada álbum, o homem deixa claro que seja qual for a influência que traz à tona o faz de forma irrepreensível. Sempre louco, sempre instável – mesmo dentro dessa tal estabilidade de Aufheben – e sempre essencial!

Altamente recomendado!

4 comentários sobre “The Brian Jonestown Massacre – Aufheben (2012)

  1. Achei esse disco hoje na loja da Virgin em Paris mas fiquei receoso de comprar por 16 euros. Apesar de ter achado o Who Killed muito muito bom, o material de novo deixa a desejar. O Who Killed é praticamente um cd-r numa embalagem de papel sem encarte… esse novo é em papelão e sem nada dentro além da mídia. Em se tratando de gravadora do proprio Anton, acho muita sacanagem não se preocupar em fazer um produto legal. Acabei comprando o novo do Dandy Warhols, mais barato e o disco tá foda!

  2. Pingback: NOISE WAVES #16: BRIAN JONESTOWN MASSACRE – AUFHEBEN : FLOGA-SE

  3. Pingback: Especial – Os melhores Álbuns Internacionais De 2012 « PEQUENOS CLÁSSICOS PERDIDOS

  4. Pingback: The Brian Jonestown Massacre – Revelation ‘Demo’ (2014) | PEQUENOS CLÁSSICOS PERDIDOS

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s