Spiritualized – Sweet Heart, Sweet Light (2012)

Sweet heart, sweet light, novíssimo álbum dos preferidos da casa Spiritualized já apareceu em nossas páginas numa versão ao vivo, gravada ao vivo em outubro do ano passado no Royal Albert Music Hall.

Lançado oficialmente agora em abril via Fat Possum, caiu nas mãos e ouvidos do PCP, e o que ouvimos na versão oficial do álbum é, como em toda a longa discografia da banda inglesa, irrepreensível.

“Hey Jane”, primeiro single de Sweet heart, sweet light

O disco começa em clima de transe, com a longa “Hey Jane”, movida a guitarras distorcidas e com os já conhecidos backing vocais cheios de alma permeando seus quase 9 minutos. Uma quebra, lá pela metade, serve como uma tomada de ar para que se retorne ao mergulho profundo com Jason Pierce repetindo ‘Hey Jane when you gonna die?’ e depois ‘Sweet heart, sweet light…You’re the love of my life’.

No retorno desse mergulho nas turbulentas águas Velvetianas, o Spiritualized sobe à superfície emulando os Rolling Stones com a bela “Little girl”, ainda mais soulful. Essa mesma vibração se repete em “Too late”, na lindíssima e dolorida “Freedom” e nas três últimas faixas de Sweet heart, sweet light, “Mary”, “Life is a problem” e “So long you pretty thing”, todas canções onde o blues e a soul music espiritual servem como norte para Pierce e cia.

A psicodelia espacial carregada de barulho moldada pelo Sipiritualized lá no início dos anos 90 chega mais discreta neste álbum – bem como nos últimos trabalhos da banda – mas mesmo assim mostra não ter desaparecido nas brumas do tempo. Surge violenta em “Get what you deserve”, no clima de Stooges em “Headin’ for the top now” e mesclada ao soul de “I Am what I Am”.

Sweet heart, sweet light, o sétimo disco de estúdio do Spiritualized, levou três anos para ficar pronto. Começou a ser escrito enquanto a banda excursionava tocando na íntegra Ladies and gentlemen…We are floating in space (álbum de 1997), foi gravado em três países diferentes – País de Gales, EUA e Islândia – e segundo Pierce engloba tudo que ele ama na música.

Pois bem. Entre viagens à Floyd na fase Barrett, barulheiras à Velvet Underground, harmonias à Beach Boys e o rock cheio de soul dos Stones, J. Spaceman conseguiu – mais uma vez – transcender o tempo, trazendo para 2012 suas influências sem soar nostálgico, saudosista ou repetitivo.

E o Spiritualized, senhoras e senhores, se mantém como a grande banda dos anos 90, ainda sem um único ‘senão’ em sua carreira. Coisa pra poucos.

Essencial!

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Um comentário sobre “Spiritualized – Sweet Heart, Sweet Light (2012)

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