China – Moto Contínuo (2011)

Um moto contínuo é, para a Física Moderna, uma máquina de movimento perpétuo. Para China, também.

Desde de que o Sheik Tosado (lembra disso?) acabou em 2001, Flávio Augusto aventura-se quase sozinho pelo mundo da música, produzindo canções suas e ajudando novas bandas a aparecerem pros outros.

Em 2004 ele lançou o bem produzido (por Dado Villa-Lobos), Um só; em 2007, Simulacro; Agora me volta o China com Moto contínuo e honestamente esse texto foi, para mim, o mais difícil até agora. Difícil porque eu não sou lá muito fã do Chininha, nem do tempo do Sheik, muito menos na MTV.

Mas eu tenho que admitir que ele é um cara de boas e contínuas ideias à frente do Na Brasa MTV, buscando música nacional fresquinha. Bom, pelo menos tentando.

Daí na primeira ouvidela, eu desconfiei do disco. Achei que tinha muita coisa a lá Ronnie Von, Jovem Guarda, Robertão e Mombojó. Talvez também porque China canta no Del Rey, projeto destinado a tocar canções do Roberto Carlos e cuja formação é total dele mais os meninos do Mombojó. Sei lá, de repente é por isso, né?

Então, agora eu penso que bom estar desconfiada. Com letras interessantes, levadinhas de guitarra e uso de sintetizadores e piano Rhodes, posso considerar esse um bom disco. Já ouvi pelo menos umas 2 vezes. Um bom sinal.

O fato é que é um álbum parecido com os anteriores, que em nada lembram as letras vorazes do Sheik. Parecido porque as letras são de amor, porque parece um pouquinho indie, porque o menino tá nessa pegada de ‘roquinho’ mesmo (não que isso seja ruim).

Ainda não falei das parcerias legais do disco: aqui ele canta com Pitty, Tiê e Ylana Queiroga, toca com gente da Nação Zumbi, Academia da Berlinda, Mundo Livre S/A e Mombojó. Uma recifada só. E tudo saído pela Trama.

Outra coisa boa é poder baixar o disco lá do blog dele. Nada melhor do que um passeio experimental antes de comprar o disquinho, não é minha gente?

¡ Hasta!

Ps.: Saca só o tal do Sheik Tosado:



 

 

Um comentário sobre “China – Moto Contínuo (2011)

  1. Pingback: OS MELHORES DO ANO – 2011: DISCOS NACIONAIS : FLOGA-SE

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