
O Mercury Rev nunca mais foi o Mercury Rev de Yerself is steam, seu primeiro e mais alucinado álbum.
Aqui a banda – surgida ainda nos anos 80 em Nova Iorque – contava com sua formação inicial, incluindo Jonathan Donahue, Dave Fridmann, David Baker e todas as maluquices experimentais e barulhentas possíveis aos três (mais Grasshopper, Suzanne Thorpe e Jimy Chambers).
Entre conflitos de personalidade, colaborações com outras bandas (notoriamente os Flaming Lips) e abuso de substâncias ilegais, o sexteto lançou em 91, via Columbia Records, o ‘tal’ Yerself is steam.
O disco é uma verdadeira sinfonia de barulhos e efeitos psicodélicos, guiado pelas distorções de guitarra e pelas viagens oníricas dos Revs.
E mesmo em meio a todo esse prisma lisérgico-barulhento, é possível perceber em cada uma das 08 faixas uma pegada que se aproxima do pop. Não por serem fáceis, mas por serem – em um contexto bem particular – melódicas.
Entre outros clássicos que completam 20 anos em 2011, Yerself is steam não deve de jeito nenhum ser esquecido ou desmerecido.
Boa viagem!
E de brinde levem o EP Lego my ego, de 1992

