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Ouvir o Prefuse 73 é perceber que o hip hop surgido lá no começo dos anos 80 não chegou – graças aos deuses – incólume aos anos 2000.

Scott Herren, o nome por trás do projeto, vem desde a virada do milênio distorcendo o rap, arrancando dele a poesia e e entortando seu ritmo até elevá-lo a outra coisa.

One word extinguisher é seu segundo álbum, lançado (assim como todos seus outros trabalhos) pela Warp Records – o que por si só já serve como selo de qualidade.

Desde o início o disco já mostra que o hip hop pode ser o combustível mental de Herren, mas definitivamente não é o que sai dela.

Anos-luz distante da verborragia (chata) e das batidas simples e quadradinhas, One word extinguisher é uma colcha de retalhos, com muitos interlúdios costurados entre faixas curtas. Há vocais sim, mas são poucos, dispersos entre uma sonoridade que transita muito mais pelo terreno da IDM que do rap.

Altamente cerebral e complexo, este não é um álbum fácil, e explora um universo que é mais conhecido de fãs do Autechre que do Public Enemy, por exemplo. E justamente por isso é recomendado para abrir mentes fechadas.
Para quem já abriu as portas da percepção, basta apertar o play.

Recomendado!


3 respostas a “Prefuse 73 – One Word Extinguisher (2003)”

  1. […] vez Wayne Coyne e cia. chamaram Scott Herren, aka Prefuse 73 para compor as quatro faixas presentes neste […]

  2. […] e densos, translúcidos e opacos. Nesse limbo em que habita há outros seres parecidos – Prefuse 73, Gaslamp Killer, etc – mas ninguém se aventura nos terrenos por onde ele caminha. Ou […]

  3. […] na sequência, traz de uma vez à tona o lado mais hip hop de Baths (e à cabeça lembranças do Prefuse 73), desde que se substitua as rimas por algo próximo do dream pop. Post-hip […]

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