Juliana Hatfield – Weird (2019)

  Todas as cantoras ou bandas indie femininas surgidas nos últimos anos deveriam prestar tributo à hoje jovem senhora Juliana Hatfield. Na cena desde os anos 80 – primeiro com o Blake Babies, depois como Juliana Hatfield Three e finalmente só Juliana Hatfield – ela teve um breve momento de ‘quase sucesso’ na primeira metade…

Jonathan Bree – Sleepwalking (2018)

  Me deparei com o neozelandês Jonathan Bree num desses acasos aleatórios que a internet proporciona, vagando sem rumo pelo Bandcamp de algumas gravadoras pequenas. Quando pus os ouvidos em “You’re so cool” fiquei estático, encantado por aquela aura de trilha sonora setentista, e o lado B do single – “Say you love me too”,…

Brvnks – Lanches (2016)

Brvnks é a banda de uma menina só chamada Bruna Guimarães, vinda da boa terra roqueira Goiânia e que do alto de seus 20 anos cravou em abril último um dos melhores e mais grudentos discos deste 2016. Com o sugestivo título Lanches, o EP de apenas quatro faixas é uma mistura perfeitamente equilibrada entre…

Raul Seixas – Novo Aeon (1975)

Conheço na mesma proporção gente que ama e odeia Raul Seixas. Dos que amam, muitos são xiitas, chatos, insuportáveis; aquele tipo que criou o culto e tornou o baiano algo que ele sempre refutou: um deus. Entre os que odeiam, muitos o fazem justamente por causa dos idólatras. Há também os equilibrados, claro. Que reconhecem…

David Byrne & St. Vincent – Love This Giant (2012)

Por Gabriel Leite (Música Pra Ler) David Byrne. Ícone da cultura pop, antigo líder do extinto Talking Heads, multi-instrumentista, radialista, pesquisador musical, excêntrico, inquieto. Um artista, no sentido mais literal do substantivo. Annie Clark. Guitarrista de mão cheia, originária do Texas, completamente avessa aos estereótipos reacionários do estado sulista. Rosto relativamente novo, ela começou sua…

Lou Reed – Berlin (1973)

Por Frederico Nercessian Alguns dizem ser Transformer a obra prima de Lou Reed. Outros, New York. Aos que buscam respostas para questões humanas, Magic and Loss. Já eu, fico com Berlin. Lançado um ano após o sucesso de Transformer, este álbum reúne melancolia, solidão, paixão, amor doentio e, claro, a dose de ironia clássica que…

Marika Hackman – We Slept At Last (2015)

Por Camila Di Franco Em seu primeiro álbum, Marika Hackman ganha espaço na cena indie/folk com álbum-conceito amplo e musicalmente diverso. Desde o início de sua carreira, Marika Hackman nunca escondeu o seu lado sombrio nos temas de suas canções. Porém, ao ouvir seu último trabalho é fácil perceber a evolução da cantora ao comparar…