Kælan Mikla – Kælan Mikla (2016)

 

Sólveig Matthildur, Margrét Rósa e Laufey Soffía são três meninas (mesmo!) de Reykjavík ligadas em música sombria – da época de seus pais – e literatura que se juntaram como banda sob o nome Kælan Mikla em 2013, quando venceram um slam de poesia numa livraria da cidade islandesa.

Em 2016, após um disco de demos e outra compilação de seus primeiros registros, lançaram pelo selo grego Fabrika Records seu primeiro e homônimo álbum oficial e, caralho, o negócio aqui é qualquer coisa tão melancólica, gelada e trevosa que nem o mais xiita dos góticos oitentistas é capaz de criticar.

Aliás quando pus ouvidos em “Líflát” e “Sýnir”, faixas que me introduziram ao universo do trio, pensei se tratar de alguma obscuridade de, sei lá, uns 35 anos atrás. O baixo paletado, os timbres dos sintetizadores, a bateria eletrônica, os vocais, tudo remete à cold/dark wave de Xymox, Trisomie e tantas outras bandas que aprendemos a amar entre luzes estroboscópicas e paredes pretas.

Em breve ponho mais material delas pra rodar por aqui. Apague as luzes, aumente o volume e aperte o play. 🦇

 

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