Thom Yorke – Anima (2019)

 

Apesar de nunca ter colocado aqui nenhum dos discos solo de Thom Yorke eu os ouvi bastante, especialmente The eraser, de 2006. Tanto nele quanto em Tomorrow’s modern boxes (2014) – ou no projeto Atoms For Peace – o lance do olho torto são as possibilidades de criação com bricabraques eletrônicos.

Agora em 2019, mais uma vez ao lado do parceiro de longa data Nigel Godrich, Thom construiu seu terceiro trabalho longe do Radiohead. Anima chegou ao mundo em 28 de junho último e veio acompanhado de um curta-metragem experimental de mesmo nome dirigido por Paul Thomas Anderson e disponível no Netflix.

O disco de nove faixas foi lançado pela XL Recordings do grande Richard Russell e não foge ao que Yorke vem fazendo ao longo dos últimos 13 anos anos (ou mais, se pensarmos em Kid A); é impossível ouvir “Traffic”, que abre Anima, e não pensar em “A brain in a bottle”, primeira faixa de Tomorrow’s modern boxes.

Eletrônica preguiçosa e abstrata – com um dub fantasmagórico encaixado ali perto do fim (“Impossible knots”) – longe de tendências ou modismos. É Thom Yorke sendo Thom Yorke, sombrio, melancólico, distópico e estranhamente pop.

Recomendado!

 

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