Teto Preto – Pedra Preta (2018)

 

Dois anos após o EP Gasolina, o combo Teto Preto tirou do forno no último dia 08 de novembro seu primeiro disco cheio, o incendiário Pedra preta.

Contando agora com a presença do produtor Sávio de Queiroz, o grupo – que surgiu como braço musical da festa Mamba Negra – segue pela mesma trilha politizada onde iniciaram sua caminhada, injetando mensagens num meio onde, num panorama geral, elas não são percebidas.

‘Pedra preta é um amuleto de transformação do luto em luta da nossa geração’. Com essa frase no release do álbum, fica claro que a celebração aqui não é puramente hedonista; o Teto Preto herda e leva adiante a postura de gente como o Underground Resistance, sendo alternativa à dance music amarrada aos padrões de mercado.

Pedra preta é um trabalho sombrio pra caralho e musicalmente multifacetado. Abre todo electro com “Safo”, se torna mais punk em “Ita”, ferve ao som do synth pesado de “Em d+ívidas” e a sequência formada por “Gasolina aditivada” (releitura da faixa de 2016) mais as ‘baleáricas’ “Bica” e “Pedra preta”, voa experimental, ruidoso e poético com “Raio” até por tudo abaixo com o dub poderoso “Bate mais”.

Em meio a essa miscelânea sonora, as narrativas de Carneosso servem como fio condutor dessa história, a história do nosso tempo, das inúmeras lutas travadas no dia a dia por quem escolheu a pílula vermelha e prefere ver e viver a verdade. Vamos dançar, e vamos por fogo em tudo.

Altamente recomendado!

 

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