The Vaselines – Dying For It (1988)

 

Quando se toca no nome Vaselines em qualquer conversa – real ou virtual – logo vem alguém falar do Kurt Cobain, ‘porque o Nirvana regravou blá blá blá’ a puta que pariu, caralho. Não tô chutando defunto, claro, ainda mais um defunto que amo tanto, além do mais foi importante ele falar sobre os escoceses quando ninguém fora dos guetos sabia de sua existência.

Mas que enche o saco, enche.

Primeiro porque Vaselines é foda, muito foda. Tiveram vida curta, depois ressuscitaram, mas mesmo com os dois discos bacanas que lançaram na sobrevida (Sex with an x, de 2010; e V for Vaselines, de 2014), o que pega mesmo é Dum-dum, o álbum de 89 e, claro, seus dois EPs. E é o segundo deles que roda agora em nossa vitrola virtual comemorando 30 anos neste 2018 de tanta música boa e brisa ruim.

Dying for it saiu em março de 88 via 53rd & 3rd, selo do compatriota da banda Stephen Pastel – também conhecido como líder do igualmente seminal Pastels – e suas quatro canções são ao mesmo tempo semente e sequência natural do twee pop da C-86, aquela mistura de punk rock bubblegum, pós-punk, doçura sessentista e Velvet Underground – esse último de uma influência gritante em Eugene Kelly. O mesmo Kelly que após o fim do Vaselines formou o Capitain America (banda daquela camiseta do já citado Kurt), que pouco depois mudou de nome para Eugenius e…bom, aí é história pra outro dia.

Agora vamos todos cantar: “Jesus wants me for a sunbeam…”

 

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