Nothing – Tired Of Tomorrow (2016)

Após debutar em 2014 com o ótimo Guilty of everything, o Nothing lançou em maio deste ano seu segundo disco cheio pela mesma Relapse que pôs no mundo a estreia dos caras. Em Tired of tomorrow, que saiu nas versões standard e deluxe, a banda da Filadélfia segue a mesma trilha barulhenta de dois anos atrás, mas com alguns pequenos desvios.

Primeiro, estão menos selvagens: nas 10 (ou 12) faixas do álbum Dominic Palermo e cia. tiraram o pé do acelerador e acrescentaram piano, mellotron e violões a sua fórmula; o resultado é um trabalho por vezes mais limpo e sonhador, como se pode conferir na sequência final do disco.

Segundo, quando pesam a mão soam menos pós-hardcore e mais grunge, com uma influência gritante de Nirvana em pelo menos uma canção, “Curse of the sun” – que ali pela metade também ganha os citados contornos dream pop.

E quando tocam mais próximo ‘ao que eram’ em 2014, como em “Vertigo flowers”, primeiro single e vídeo do álbum, são imbatíveis. Porque mesmo ainda mantendo-se fiel às referências noventistas, é no cruzamento entre shoegaze e pós-rock que reside a grande força do Nothing, e esse híbrido acabou não sendo o fio condutor de Tired of tomorrow.

Um bom disco, mas só.

 

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