
Mesmo só tendo conhecido (virtualmente) Cesar Zanin ali por volta de 2013, quando tínhamos programas na mesma web radio, eu já era um velho amigo de sua banda, a Magic Crayon.
Foi lá no fim da distante década de noventa que ele montou o grupo, que já teve diversos formatos e tamanhos (trio, quarteto, quinteto), entrou num hiato por volta de 2004 – após lançarem dois EPs pelo selo de Cesar, O Bosque/Woodland Recordings – e retomou as atividades em 2011.
De lá para cá fizeram alguns shows, incluindo a abertura para o Beach Fossils em 2013, e agora em 2015 receberam um convite do projeto Converse Rubber Tracks para gravar 4 faixas inéditas; à partir daí resolveram lançar um EP com as novas canções e seu primeiro disco cheio, com músicas feitas no decorrer destes longos anos de estrada.
O EP Waking life dreaming saiu no início de agosto via Transtorninho Records, e no final do mesmo mês veio ao mundo pelos selos Jigsaw Records (de Seattle) e O Bosque/Woodland o debute do Magic Crayon, 16 anos após sua formação. Com vocês, Patchwork.
O nome do álbum não poderia ser outro, já que suas 13 faixas formam uma grande miscelânea musical, reunindo gravações de 2001, 2003, 2011 e 2015.
Os registros antigos tem um ar mais caseiro, inocente e lo-fi, mas isso não significa que nos frutos do Converse Rubber Tracks a banda tenha buscado uma nova estética, algo como um ‘som profissional’; há uma maior qualidade técnica, mas pegada é a mesma, remetendo ao indie rock simples, bonito e por vezes bem distorcido que nasceu nos anos 80 e explodiu na década seguinte.
A canção preferida por aqui é “Natural high”, com os vocais da esposa de Cesar, Mariana, que também toca em algumas músicas uma escaleta muitíssimo bem vinda.
Recomendado!

