Wavves – V (2015)

Não nego que gosto mais do Wavves versão 2008/2009 que do Wavves pós-King of the beach, de 2010, momento no qual a banda do maconheiro Nathan Williams caiu nas graças da geral indie deixando de lado a sonoridade lo-fi e a obsessão por garotas góticas do início e mergulhando de uma vez em suas influências pop-punk.

Afraid of heights, lançado há dois anos, extrapolou a coisa toda com uma super produção e, mesmo tendo algumas boas faixas, não me desceu. O rei da praia parecia deprimido em contraste à limpeza do álbum.

Pois bem, chegamos à 2015. Nathan lançou um disco colaborativo com Dylan Baldi e hoje, oficialmente, pôs no mercado o quinto disco do Wavves, chamado simplesmente V. Ouça o biscoito:

A pegada do álbum é a mesma dos últimos da banda, punk palatável, acelerado e descompromissado, mas a produção Woody Jackson devolveu o volume e a distorção à música do Wavves, e mesmo os sintetizadores estão bem colocados entre as 11 faixas de V.

Claro, o disco é cheio de “uh uh uh uuuh’s”, vai afugentar quem espera algo seriamente punk ou uma volta ao passado lo-fi dos caras, mas na boa, é combustível do bom pra molecada que está aprendendo a ouvir música e não quer ficar presa ao discos dos irmãos mais velhos. Ou para os irmãos mais velhos que querem apenas se divertir. Não é essa uma das premissas do rock?

Nos momentos mais barulhentos V me lembrou algo entre Crocodiles (com menos fuzz) e Japanther (menos experimental), e no frigir dos ovos gostei novamente do Wavves. E meu filho também.

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