Para bom entendedor, meia palavra basta. Relacionar nome de banda e álbum com a palavra bike e o número 1943 só pode significar uma coisa: em 16 de abril de 1943 o cientista Albert Hoffman pegou sua bicicleta e saiu para um longo e lisérgico passei após criar e ingerir uma dose de LSD, o famigerado docinho.

Portanto o novo projeto de Julito Cavalcante (Sin Ayuda, The Vain, Negative Mantras, Macaco Bong), chamado BIKE e que acaba de lançar seu primeiro disco, 1943, só pode ir numa direção. E essa direção é saturada, derretida e traz aquele gosto amargo bem conhecido dos psicodélicos de plantão. Confira:

Produzido pelo próprio autor e masterizado por Rob Grant (responsável por trabalhos de Tame Impala e Pond, entre outros), 1943 tem a pegada da psilocibina da primeira a oitava faixa, sem exagerar na duração para não cair numa bad trip.

Influenciado tanto pelo pai hippie quanto pelos psicodélicos da nova geração e seus combustíveis mentais, Julito criou canções – em português – que giram em torno de “Alucinações e viagens astrais”, “Luz, som e dimensão” e toda uma mistura de cosmologia, astronomia, ficção, Mutantes, Júpiter e muitas, muitas pedaladas ao lado do Dr. Hoffman. Caia dentro e tenha uma boa viagem.

Recomendado!


2 respostas a “BIKE – 1943 (2015)”

  1. wrmonjardim

    Esse álbum é uma grande – e grata – surpresa. No entanto, parece-me que a gravação ficou um tanto prejudicada no que toca a inteligibilidade da voz. É necessário um certo esforço para compreender a letra. Mas no cômputo geral, está muito bom.

  2. […] Influenciado tanto pelo pai hippie quanto pelos psicodélicos da nova geração e seus combustíveis mentais, Julito criou canções – em português – que giram em torno de “Alucinações e viagens astrais”, “Luz, som e dimensão” e toda uma mistura de cosmologia, astronomia, ficção, Mutantes, Júpiter e muitas, muitas pedaladas ao lado do Dr. Hoffman. (Leia mais) […]

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