PCP Entrevista – Jair Naves

Não é a primeira vez que Jair Naves passa pelo Pequenos Clássicos Perdidos. Desde que lançou um dos melhores discos de 2012, ele já nos concedeu uma entrevista e já compartilhamos por aqui também uma apresentação bem intimista dele acompanhado por seu violão.

Agora em 2015 sai o novo álbum de Jair, e como acompanhamos e gostamos muito de seu trabalho, resolvemos trocar uma ideia rápida com ele pra falar um pouco sobre esse disco, e o cara foi – como sempre – gente finíssima, respondendo sem pestanejar essas cinco perguntas. Leia abaixo a pequena entrevista com este grande sujeito.

Gravando

Gravando

PCP: Como andam as gravações do novo disco? Dá pra adiantar algumas coisas (onde tem sido gravado, já tem nome, número de faixas, etc)?
Jair: O disco está finalizado desde o fim de 2014. Foi gravado quase todo no Estúdio El Rocha, com algumas importantes contribuições feitas no Estúdio Kalundu, do nosso baterista Thiago Babalu. Gravamos tanto material que muita coisa acabou ficando de fora. De modo geral,eu não poderia estar mais confiante e orgulhoso do resultado que conseguimos. Espero que as pessoas que nos acompanham e que investiram nesse projeto fiquem igualmente satisfeitas.

PCP: Musical e liricamente mudou muita coisa do último álbum pra este? Aconteceu algo como uma grande descoberta (musical, literária) ou algum fato que te influenciou na hora de compor? E a banda, continua mesma?
Jair: Creio que sim. Musicalmente, considero esse o meu registro mais maduro e bem resolvido até o momento. Os arranjos foram trabalhados à exaustão durante um ano inteiro, e a participação dos músicos que me acompanham foi mais importante do que nunca. Há muito da personalidade deles no que se ouve no álbum, até mesmo na forma que as composições se desenvolveram. Definitivamente eu jamais conseguiria o mesmo resultado sem o talento da minha banda (Renato Ribeiro na guitarra, Thiago Babalu na bateria, Rafael Findans no baixo e Felipe Faraco no piano, teclado e sintetizador). Além disso, tivemos muitos convidados especiais dessa vez – não só cantores, mas também instrumentistas fenomenais.

Sobre inspirações, elas são tantas que chega a ser quase impossível listá-las. Eu acredito que, depois que um artista começa a publicar suas obras, todo novo trabalho é de certa forma uma resposta ao anterior. E é um pouco assim que eu vejo esse disco que está para sair. Meu álbum anterior desencadeou uma série de experiências, acontecimentos e questionamentos que eram até então inéditos para mim. Acho que, tematicamente, as canções que eu escrevi no último ano partiram muito daí.

PCP: Falando um pouco sobre o último álbum, deu pra levar ele pelo Brasil, se apresentar em todos lugares que você queria?
Jair: Tive a sorte de poder tocar bastante com o último disco, mas nem de longe consegui levá-lo a todos os lugares do Brasil que eu gostaria. Torço para ter melhor sorte com a nova turnê.

PCP: Este novo trabalho está sendo realizado através de financiamento coletivo. Voc acha que este é o caminho para artistas independentes nos dias atuais? E você chegou a sentir medo, algo como ‘porra, não vamos conseguir’ (risos)?
Jair: Senti esse medo algumas vezes sim, não dá pra mentir… eu pensei muito sobre isso no decorrer das gravações, sobre o quanto foi acertada a escolha de seguir por esse caminho. Sem a participação ativa do nosso público nesse processo de financiamento coletivo, seria dificílimo termos feito um trabalho com o mesmo grau de perfeccionismo e exigência. Atualmente creio que é o caminho mais razoável para artistas independentes do nosso porte conseguirem realizar seus trabalhos com uma boa estrutura.

PCP: Pra fechar a conversa, quais as expectativas pro lançamento do novo disco?
Jair: Honestamente, tudo que eu posso esperar é que exista alguém por aí que se sinta tocado e acolhido por essas canções, que se enxergue no trabalho que fizemos com tanto empenho, e que esse disco seja lembrado com carinho pelas pessoas daqui a dez ou vinte anos. No fim das contas, nada importa tanto quanto isso. Não existe conquista maior

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