
Lá se vão 10 anos desde que o Kasabian surgiu, incensado, hypado, bombado, querido e realmente com cheiro de novidade. De lá pra cá a banda mais escorregou que qualquer outra coisa, e mesmo que em cada um dos três discos lançados até este 48:13 tenha ao menos uma ótima faixa, os caras não conseguem se reinventar e criar algo realmente instigante.
I’m in ecstasy, I’m in ecstasy…ok, já entendemos.
Lançado em junho último e produzido pelo mesmo Sergio Pizzorno que afirmou ser Velociraptor! (disco do Kasabian, de 2011) o único clássico dos últimos 15 anos, 48:13 (tempo total do álbum) é mais do mesmo em se tratando do grupo de Sheffield, cheio de euforia quimicamente induzida, algumas boas músicas (“Treat”, “Clouds”) e tudo que vem se repetindo desde “Club foot”.
Madchester, Primal Scream, Oasis (Beatles?), New Order, tudo embalado junto para consumo rápido e para ser esquecido igualmente rápido. Mas vivemos na era do efêmero, não?
Ouça o disco na íntegra
Enfim, o Kasabian surgiu como uma promessa, e como promessa que se preze foi quebrada – logo à partir do segundo álbum. 48:13 é um trabalho totalmente desprezível? Não. Como dito acima tem seus bons momentos, mas mesmo esses não passam de sombras dos bons momentos vividos em 2004.
E com certeza vai ser trilha sonora dos hipsters que lotarão o próximo Lollapaloozzza. Boa sorte a eles!
