Polvo – Siberia (2013)

Pode até ser tolice, mas acho impressionante bandas com vinte, vinte e tantos anos de estrada e ainda capazes de lançar discos poderosos. O primeiro nome que vem à cabeça nesse caso é o Superchunk, mas seus conterrâneos Polvo são o exemplo de hoje aqui no PCP.

Um dos grandes expoentes do math rock noventista, a banda nasceu exatamente em 1990 e de 92 a 97 lançou 5 ótimos álbuns. Depois veio um hiato de 12 anos, os então moleques cresceram e voltaram em 2009 com In prism, e no ano passado a Merge pôs no mercado seu sexto trabalho, Siberia.

“Total immersion”, faixa que abre Siberia

Lançado oficialmente em 1° de outubro, sabe-se lá porque este disco passou em branco por nossas páginas, mas como diz o ditado, ‘antes tarde do que nunca’.

Ouvir Siberia é entrar numa viagem em direção a, por exemplo, 1993. O álbum é todo construído sobre as bases do tal math rock que o Polvo ajudou a criar, com sua ‘complexidade pop’, longas frases de guitarra e quebras de ritmo que não soam irritantes como o progressivo nem sonolentas como algumas coisas do pós rock, porque tem, por assim dizer, alma.

Siberia, na íntegra

O Polvo pode até fazer menos barulho do que fazia em Today’s active lifestyles, mas isso não significa perda de intensidade. As 8 faixas de Siberia soam mais atmosféricas, é verdade, mas não dá pra dizer que os caras amoleceram, só desaceleraram um pouco. A preferida por aqui é “Some songs”.

Altamente recomendado!

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