Me lembro bem do show que vi do Grandaddy aqui em São Paulo, em 2001, no finado Free Jazz Festival. Longe do frisson causado pela vinda do Belle & Sebastian, a banda de Jason Lytle fez uma apresentação tão tranquila e low profile quanto suas canções, alternando momentos mais melancólicos e outros mais iluminados, mas nada eufórico ou perturbador.

A banda acabou em 2006, mas Lytle – que após a separação do grupo mudou-se Califórnia para Montana – mantém uma carreira solo, e chega agora a seu segundo disco pela Anti-, Dept. of disappearance.

O novo álbum não difere muito de Yours truly, the commuter (debute de Jason, lançado em 2009) e entre suas 11 faixas – 15 na versão ‘deluxe’ – também não há grandes variações em relação aos melhores trabalhos do Grandaddy. Isso significa que é um ótimo disco.

O que foi dito logo acima sobre o show da banda se encaixa bem para descrever Dept. of disappearance: é um álbum tranquilo e low profile, alternando momentos mais melancólicos e outros mais iluminados, mas nada eufórico ou perturbador.

Entre baladas quase acústicas e outras um tanto mais upbeat, pequenas intervenções eletrônicas se mesclam à voz monótona de Lytle e a algumas poucas experimentações, num trabalho intimista que emana ares de um outono frio e solitário.

Numa definição rasteira, pode-se dizer que Dept. of disappearance é uma versão moderna e melhorada – ou com um upgrade, se preferirem – do soft rock dos anos 70.

Recomendado!


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