O paulistano Luciano Nakata, mais conhecido como Curumin, é um nome constante na renovada cena da música brasileira. De uns 10 anos pra cá – mais ou menos – o cara, baterista de origem, toca com meio mundo, e com dois discos na bagagem (Achados e perdidos, de 2005; e Japan pop show, de 2008) chega agora a seu terceiro trabalho autoral e independente, com o curioso nome de Arrocha.

O álbum foi todo gravado e produzido em casa, talvez por isso tenha um ar tão descontraído e leve. Musicalmente não segue um fio condutor, apontando em diferentes direções (bem como seus predecessores, é bom dizer), e conta com as participações de CéU, Guizado e do MC Russo Passapusso (Baiana System, Bemba Trio).

O grande barato do Curumin é que ele não segue tendências, e em Arrocha isso é novamente notável. Mais calcado nas programações eletrônicas mas ainda cheio de groove e suingue em suas 13 canções, o disco não soa como nada feito por aqui. Sem afrobeats da moda, sem antropologias musicais baratas, sem banquinho, violão e ‘poesia’.

O que rola no álbum é um grande crossover entre emulações dos anos 70 (“Paris Vila Matilde”, “Pra nunca mais”), soul music (tudo, graças aos vocais de Curumin), pop (“Passarinho”), reggae/dancehall (“Vestido de prata”/”Doce”), hip hop (em vários beats) e um bocado de graves pesados espalhados (“Treme terra” e “Sapo cururu”, em especial).

E assim, sem amarras e com total liberdade para criar, Curumin nos brinda com outro ótimo trabalho. E mostrando que tem a cabeça no século em que vive, o homem – que voltou recentemente de uma turnê pela Inglaterra – disponibilizou Arrocha para download gratuito.

Recomendo!


2 respostas a “Curumin – Arrocha (2012)”

  1. […] – Curumin Votos: 3 (FB, GB e RR) Pontos: 29 Link (Pequenos Clássicos Perdidos): clique aqui Lançamento: abril Ouça na íntegra: clique […]

  2. […] O grande barato do Curumin é que ele não segue tendências, e em Arrocha isso é novamente notável. Mais calcado nas programações eletrônicas mas ainda cheio de groove e suingue em suas 13 canções, o disco não soa como nada feito por aqui…(Leia mais) […]

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