
O The Soundtrack of Our Lives surgiu na Suécia na metade dos anos 90, dos escombros da Union Carbide Productions, banda importantíssima para a formação da cena escandinava que revelou, entre outros, o próprio TSOOL, Hives, Flaming Sideburns e outros.
Encabeçado por Ebbot Lundberg, o grupo vem lançando ótimos discos desde a estreia com Welcome to the infant freebase, de 96, sempre juntando referências setentistas – a psicodelia de gente como Doors/Floyd e a selvageria de Stooges e Who – com o indie rock noventista. O resultado invariavelmente tem um quê de Stones.
E é com essa mesma pegada que o TSOOL chega em 2012 a seu 6º álbum, segundo pela Yep Roc, Throw it to the universe.
O álbum sai oficialmente em 26 de junho, nos formatos CD, vinil e digital, e é mais um grande trabalho de uma banda acostumada – como já dito – a lançar ótimos discos.
Em Throw it to the universe o The Soundtrack of Our Lives soa um tanto mais ‘maduro’ e com os pés no chão, apresentando, como de praxe, 13 faixas coesas, limpas de excessos e com a velha temática psicodélica acompanhada por execuções emotivas, calcadas na força dos vocais do ‘hippie-punk’ Lundberg.
Pode-se dizer que é um disco menos pretensioso, já que Communion, de 2009, é um álbum duplo. Pode-se dizer também que a veia punk está menos saltada aqui que nos primeiros trabalhos da banda. E pode-se dizer ainda que eles estão sim menos lisérgicos. Mas não se pode afirmar, de jeito nenhum, que os sueco perderam seu mojo.
Throw it to the universe emula o rock dos 70’s, com muito de Stones e Who (ouça “Busy land” e compare a “Substitute”), alternando violões, delays e até metais. Tem um bocado de energia crua e canções mais tranquilas (como a bluesy “What’s your story” ou “Shine on (there’s another day after tomorrow”)) chegam para temperar e adicionar, não para subtrair.
Resumindo a ópera, o The Soundtrack of Our Lives faz em Throw it to the universe o que tantos outros grupos tentam, muitas vezes sem sucesso: um disco de rock genuinamente belo e emotivo, impregnado por uma grande força vital. Se isso significa que a banda chegou a maioridade, tanto melhor. Que continuem sendo a trilha sonora de nossas vidas dessa forma.
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