Kraftwerk – Trans-Europe Express (1977)

 

Florian Schneider e Ralf Hütter começaram o Kraftwerk em meados dos anos 70, das cinzas de seu primeiro projeto, o Organisation.

Experimentando com as possibilidades musicais futurísticas da eletrônica em seu estúdio, o mí(s)tico Kling Klang, a dupla lançou seu primeiro álbum Kraftwerk 1 ainda em 1971, época em que Schneider começava a criar algo próximo ao que viriam ser os sequenciadores.

Daí em diante lançaram mais 5 discos até chegarem àquele que é a bola da vez aqui no PCP.

 

 

Trans-Europe express, lançado em março de 1977, é uma das maiores expressões da música eletrônica – se não a maior – em todos os tempos.

Tão minimalista quanto os primeiros trabalhos do Kraftwerk, tão hipnótico quanto Autobahn (74) e tão experimental e robótico quanto seu antecessor (Radio-activity, de 75), este é um dos pilares da música das máquinas como a ouvimos e dançamos hoje.

 

 

A química entre o ritmo mecânico, minimalista, as linhas melódicas repetitivas e quase emocionais geradas pelos sintetizadores e os vocais robotizados (e em inglês, iniciados em Radio-activity) tornam este o primeiro trabalho realmente ‘acessível’ do Kraftwerk.

Talvez por esse maior alcance, a influência de Trans-Europe express seja tão abrangente, abraçando desde a new wave/pós-punk ao synth pop/new romantic, do electro (“Planet rock”, do Afrika Bambaataa, foi feita sobre um sample da música “Trans-Europe express”) aos Chemical Brothers e toda a gama de produtores de eletrônica para pistas.

 

 

Quem já assistiu o Kraftwerk ao vivo sabe que nada se compara à experiência audiovisual gerada pelos alemães. Eu tive essa oportunidade de vê-los no Tim Festival de 2004, e por mais que tivesse expectativas, definitivamente não estava preparado para aquilo.

E se em pleno século XXI a experiência foi, digamos, intensa, imagine nos anos 70…

Essencial!

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5 comentários sobre “Kraftwerk – Trans-Europe Express (1977)

  1. Pingback: Karl Bartos – Off The Record (2013) | PEQUENOS CLÁSSICOS PERDIDOS

  2. Vale a pena conhecer o trabalho do Señor Cococnut tocando Kraftwerk. Os puristas talvez torçam o nariz, mas é genial… Altamente recomendável! abs

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